Cafeicultura no Brasil

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Com uma produção anual em média de 1,3 milhões de toneladas de café, e uma parcela de aproximadamente 30% do mercado internacional, o Brasil é o principal produtor e exportador de café do mundo, seguido pelo Vietnã, a Colômbia e a Indonésia. Entre 10% e 30% da safra anual permanecem no país, o que faz do Brasil o segundo maior consumidor mundial de café, disputando apenas com os Estados Unidos.

A principal característica do café cultivado no Brasil é a sua grande diversidade. Devido a diferenças de solos, condições climáticas, espécies e variedades cultivadas e técnicas de cultivo em cada região, a cafeicultura brasileira produz os mais diversos tipos de grãos e qualidades de bebida. Ambas as duas espécies economicamente importantes, arábica e robusta, são cultivadas no país. Com cerca de 4 bilhões de cafeeiros plantados em todas as 11 regiões cafeeiras do Brasil, o cultivo do café arábica é responsável por 75 % da produção nacional. Outro bilhão de pés são da espécie robusta, fazendo do Brasil o maior produtor e terceiro exportador dessa espécie, com cerca de 23% da produção mundial.

Até recentemente, a reputação do Brasil como produtor tradicional de café não trazia vantagens econômicas significantes. O café exportado em grão é negociado internacionalmente ao modo de matéria prima, ou commodity. Antes de ser vendido ao consumidor estrangeiro, passa a ganhar o seu diferencial como produto final, ou marca, através do processamento empreendido dentro dos próprios países importadores. Desde 2002, porém, o Brasil vem se destacando também como exportador de cafés de alta qualidade, moídos, processados e embalados por torrefadoras brasileiras.

O segmento dos chamados cafés especiais representa cerca de 12% do mercado internacional café.  Durante a década passada, a indústria de alimentos em geral registrou um crescimento notável na demanda de produtos de qualidade. A indústria brasileira de torrefação e moagem, reunindo em torno de 1500 empresas, trabalhou com sucesso para agregar valor aos cafés do Brasil e para diferenciá-los junto ao consumidor estrangeiro, que agora está aprendendo a dar preferência a cafés de qualidade de procedência brasileira.

Fonte: coffeebusiness.com.br

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