Cadeia do leite cresce com tecnologia

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Uma produção leiteira com sustentabilidade econômica, social e ambiental é o objetivo central do Programa Paraense de Desenvolvimento da Pecuária de Leite, que contará com o primeiro Laboratório de Qualidade do Leite (LQL) da Região Norte e com o Centro de Tecnologia do Leite, este último ainda em fase inicial, sob a coordenação da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em parceria com as secretarias estaduais de Agricultura (Sagri) e de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), dentre outros.

O LQL-Norte está previsto para ser concluído em abril de 2011, porém o programa “Ufra – Leite de Qualidade” já começa a mostrar ótimos resultados entre os produtores do Estado, mediante a realização de ações organizacionais que contam também com apoio de empresas privadas ligadas ao setor.

Fortalecer a economia com desenvolvimento sustentável parece um grande desafio, mas os produtores da região sudeste do Pará estão encontrando na pecuária leiteira a melhoria que faltava em sua renda familiar, além de colaborarem na recomposição de pastos degradados. Tudo isso graças ao poder de transformação que os programas de desenvolvimento da atividade leiteira oferta aos produtores. A conscientização da preservação do meio ambiente é feita ao mesmo tempo em que se realiza a capacitação profissional destes trabalhadores.

O leite já se tornou a principal fonte de renda das famílias na região sudeste do Pará e tem crescimento médio anual superior a 10%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), número comparável à economia chinesa, a que mais cresce no mundo. A maioria dos produtores de leite paraense são vinculados aos programas de reforma agrária. Um dos cuidados com a produção de alimentos de origem animal é o cumprimento da legislação (Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura), que visa manter a qualidade nutricional do leite que será consumido.

Dentre os planejamentos de ações oferecidos ao produtor rural, está a orientação sobre o manejo de pastagens, os cuidados higiênicos da ordenha, alimentação adequada para os animais, cuidados com a sanidade do rebanho, refrigeração adequada do leite na propriedade, a melhoria genética dos animais, parceria entre produtores, entre outros aspectos.

Mesmo assim, ainda existem alguns obstáculos a serem derrubados, como o baixo nível de tecnologia utilizado nas propriedades e a pouca qualificação da mão de obra destes trabalhadores. Para ajudar a combater essas carências, é orientado aos produtores que organizem grupos e formem cooperativas ou associações, com o objetivo de planejar melhores meios de compra de insumos, conseguindo diminuir em mais de 40% os preços dos produtos.

Segundo o professor da Ufra e coordenador do Centro Tecnológico do Leite e do LQL-Norte, Almir Vieira Silva, os equipamentos destinados ao LQL deverão ser entregues em poucos dias e serão imediatamente instalados em um local provisório, até que o prédio onde funcionará o laboratório fique pronto. A partir de então, os serviços para determinação da composição e qualidade do leite passarão a existir. (Ascom/Ufra)

Fonte: Diário do Pará

Publicada em segunda-feira, 8 de novembro de 2010
http://www.laticinio.net/noticias.asp?cod=8899

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