Buva conta com novo manejo

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A buva é uma planta daninha que se tornou problema em lavouras, principalmente de soja. É uma planta nativa das Américas, e tem duas espécies identificadas oficialmente no Brasil – Conyza bonariensis e Conyza canadensis, a primeira predominante na América do sul e a outra na América central.

Dionísio Luiz Gazzieiro, pesquisador da Embrapa Soja, informa que as duas espécies causam problemas que devem ser tratados com igualdade, até porque no campo é muito difícil diferenciar uma da outra. “A buva é uma planta antiga, mas que de repente começou a criar problemas na soja, especialmente no Sul e Brasil Central”, relata.

 

Ciclo

 

A buva é uma planta anual, mas germina com muita intensidade nos períodos mais frios do ano, com temperatura na faixa de 17ºC. No Paraná isso acontece entre os meses de junho e agosto, quando se vê os picos de germinação, fase que coincide com a saída do milho safrinha e acaba por beneficiar a buva.

Nas áreas frutíferas do Estado de são Paulo a buva tem trazido vários problemas, até porque muitas dessas lavouras são resistentes ao glifosato.

 

Controle

 

O controle da buva deve acontecer quando ela estiver muito pequena, com 5 a 10cm, preferencialmente. Após 30 cm, Dionísio Gazzieiro avisa que é muito difícil ter sucesso no controle, pois é preciso combinar uma série de outros produtos.

O controle é necessário porque esta planta compete de uma forma muito significativa com a soja, competindo por luz, água e nutrientes de forma muito mais agressiva. “A germinação da buva tende a diminuir à medida que os herbicidas são aplicados a partir de agosto”, afirma o pesquisador.

 

Prevenção

 

No estado do Paraná o problema com a buva começou na região leste, e se alastrou por todo o Estado, quando os produtores já estavam preparados para ela, arrancando as plantas que surgiam. “A buva começa devagar, e no ano seguinte vem com uma super população. Com essa prática o problema foi minimizado na região”, informa Dionísio Gazzieiro.

No entanto, para o controle efetivo da buva são necessárias várias ações que envolvem o controle químico, associado ao cultural. O controle cultural se dá com o plantio de trigo ou aveia, por exemplo, que ocupa a área ociosa.

Já o controle químico é feito, geralmente, com uso de glifosato, porque mesmo havendo espécies resistentes há outras que o produto vai controlar, já que seu princípio é a dessecação. Em seguida é feita uma combinação com produtos residuais. “Dependendo da infestação, pode ser necessário que se faça o uso sequencial de dez dias de um produto que tenha ação sobre as plantas daninhas”, recomenda o profissional.

 

Evitando os erros

 

Um dos fatores que o produtor mais peca é não dar atenção a esse tipo de problema e o pior deles é acreditar que a buva não vai voltar. Na rebrota sua intesidade é ainda maior. “O agricultor tem que controlar antes da emersão da cultura, porque depois fica mais difícil”, alerta Dionísio Gazzieiro.

Ele aponta ainda, como erro básico, sair de uma área com uma máquina e levá-la infestada com sementes da buva para uma região não contaminada. Uma planta tão problemática como essa, de tão difícil controle, exige todos os cuidados necessários para ser controlada.

 

Fonte: http://www.revistacampoenegocios.com.br/anteriores/2011-03/index.php?referencia=em_negrito11

 

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