Brasil Agroecológico pretende desenvolver a pecuária familiar dos Pampas

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26/11/2013

Assim como todos os outros biomas, os Pampas foram levados em consideração na construção do Plano Brasil Agroecológico. Lançado pelo Governo Federal, a política respeita a diversidade do Brasil e as características socioeconômicas, climáticas e ambientais de cada região. O plano tem como objetivo potencializar a produção de orgânicos e a prática agroecológica no País.

Parte das 125 ações, coordenadas por dez ministérios, será realizada na Região Sul. Segundo o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, a integração agrossilvopastoril com uma pecuária familiar de baixo impacto é uma das demandas da região. “A gente trabalha identificando sistemas de mínimo impacto ambiental, com foco maior na pecuária familiar. Valorizar áreas de pinheiros, de ervas mate. Sistemas de produção com menos impacto para fazermos uma agricultura sustentável nos campos do sul”, afirmou.

Apesar de não ter um recorte oficial por biomas, o Brasil Agroecológico tem a intenção de valorizar as culturas regionais. “O conceito de Agroecologia é fazer o desenvolvimento de uma agricultura a partir das condições locais e ambientais. A agroecologia, quando você discute, é a agricultura baseada nas condições ecológicas da região. Essa proximidade do ambiente local é que define o processo de agricultura sustentável”, explica Bianchini.

O secretário garante que o plano é de todos e que as políticas já estão em curso. “Cada bioma, cada diversidade de agricultores vai ter seu espaço no plano. Com essa chamada de Ater, queremos discutir em cada um dos biomas como faremos produção e comercialização respeitando o uso e a conservação dos recursos naturais típicos de cada região”, assegura.

Estratégia
O Plano vai seguir quatro eixos estratégicos: Produção, Conservação de Recursos Naturais, Conhecimento e Comercialização. Com isso, os agricultores terão facilidade no acesso a políticas públicas, como os R$ 2,5 bilhões disponibilizados nacionalmente par meio de crédito rural. “O mais importante do crédito é que ele vai permitir processos de transição para agricultura de base ecológica. Ele não é só para quem está consolidado no sistema orgânico” ressalta o secretário.

O Plano tem como principal missão articular políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos e com base agroecológica e representa um marco na agricultura brasileira. O investimento inicial será de R$ 8,8 bilhões, divididos em três anos.

Desse total, R$ 7 bilhões serão disponibilizados via crédito agrícola por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário. O restante será destinado para ações específicas, como qualificação e promoção de assistência técnica e extensão rural, desenvolvimento e disponibilização de inovações tecnológicas e ampliação do acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário
Autor: João Paulo Biage