Borracha: região representa 4,1%

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Os municípios que fazem parte da microrregião de Catanduva representam 4,1% do total da produção estadual de borracha. Os dados foram divulgados pela Associação Paulista de Borracha (Apabor), localizada em São José do Rio Preto. A maioria da produção concentra-se no município de Tabapuã, com a produção de 2,2 toneladas no ano passado.

Além disso, as cidades de Ariranha, Cajobi, Catanduva, Catiguá, Elisiário, Embaúba, Novais, Palmares Paulista, Paraíso, Pindorama e Santa Adélia também possuem forte tendência para esse mercado.

O mesmo percentual representa 4,2% do total nacional. “O Brasil é importador de borracha natural. Em 2010, foram importados 260,8 mil toneladas, ou US$ 790,4 milhões. A produção brasileira é estimada em 131,9 mil toneladas, atendendo portanto a um terço da necessidade da indústria consumidora nacional”, explicou Heiko Rossmann, diretor da Apabor.

Considerando a microrregião geográfica de São José do Rio Preto, composta por 29 municípios, tem-se uma produção de 24.781 toneladas de borracha seca, que representa valor total de R$ 213,614 milhões.

Ainda em valores, a comparação com o total do Estado de São Paulo aponta que a região representa 33,8% da produção paulista e 19,5% do total nacional.

Na região de São José do Rio Preto, entre os municípios campeões em produção está Olímpia (15,5%), Altair (10,2%), José Bonifácio (9,8%), Mirassol     (9,3%) e Tanabi (8,9%). “A autossuficiência poderia ser alcançada com engajamento do poder público. Seria necessário plantar hoje cerca de 250 mil hectares para tentar atender a demanda nacional projetada para 2020”.

A quantia produzida foi considerada satisfatória pela Associação. O preço do quilo da borracha gira em torno de R$ 3,29. “Os preços do coágulo e do látex no campo garantem boa remuneração para o agricultor e parceiro/sangrador. A borracha natural é amparada pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), e o preço fixado pelo governo federal é de R$ 1,53/kg. O Preço Mínimo cobre o custo de produção. Hoje o produtor deve estar recebendo em torno de R$ 3,29/kg de coágulo”, destacou.

Entretanto, o diretor explica que a situação das usinas de beneficiamento passam por momentos delicados. “Apesar de viver os melhores preços dos últimos 30 anos, as usinas sofrem com a oferta muito limitada de coágulo, que impulsiona os preços da matéria-prima e reduzem a margem de lucro para níveis que podem inviabilizar a atividade de beneficiamento”, diz.

Dificuldade

O acesso dos produtores às linhas de crédito e de financiamento ainda é a principal dificuldade encontrada pelos produtores. “A maior dificuldade seja o acesso às linhas de crédito de investimento e de custeio. Apesar de a oferta de linhas de financiamento ter aumentado, com características que já atendem a cultura da seringueira, alguns produtores ainda tem dificuldade em conseguir captar o recurso”, argumenta.

O Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), utilizado pelos heiveicultores, não possui linha de crédito operacionalizada pelos bancos. “Lançado no ano passado, com até R$ 1 milhão por beneficiário, essa linha de crédito não estava sendo operacionalizada pelos bancos. Mais uma vez quem perde é o agricultor, e também o Brasil, que tem agravado a cada ano o problema do déficit de borracha natural”, analisa.

Em Catanduva, existem pelo menos 1,3 milhões de pés de seringueira, ou 6,5% da região de São José do Rio Preto, que detém 5,3 milhões de plantas novas.

Quantidade de pés de seringueira no Estado

São Paulo

PN     14.305.891     (28.612 ha)     40,3%

PP     21.197.287     (42.395 ha)     59,7%

PT     35.503.178     (71.006 ha)

São José do Rio Preto

PN    5.408.272    (10.817 ha)     37,8%

PP    5.357.550    (10.715 ha)     25,3%

Catanduva

PN       367.201    (   734 ha)     2,6%

PP    1.388.400    (2.777 ha)     6,5%

Onde:

PN = Plantas novas;

PP = Plantas em produção;

PT = Plantas totais.

CURIOSIDADES

Em um alqueire da cultura de seringueiras cabem 1.280 pés da árvore;

A Variedade mais plantada na região é a RIM 600, clone mais indicado para o plantio resistente a ventos fortes e doenças (mal das folhas e antracnose);

O custo da muda para o produtor rural gira em torno de R$ 4

Credito foto: Heiko Rossmann
Fonte: http://www.oregional.com.br/portal/detalhe-noticia.asp?Not=258304

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