Bioclimatologia melhora produção leiteira

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Estudo sobre relações entre clima e distribuição dos seres vivos na Terra pode aumentar produtividade em até 30%

Kamila Pitombeira
24/08/2011

 

A bioclimatologia, ciência que estuda as relações entre o clima e a distribuição dos seres vivos na Terra, vem sendo usada como fonte de informação para aumentar a produtividade animal. O estudo foi um dos temas do curso de Capacitação Continuada de Técnicos da Cadeia Produtiva do Leite, realizado entre os dias 16 e 18 de agosto, no auditório da Acicave, em Campo Verde (MG), e pode aumentar a produtividade desde que os fatores climáticos importantes, como temperatura e umidade sejam levados em consideração pelo produtor.

Segundo Luciano Lopes, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, o objetivo desse estudo é tentar adequar ao máximo possível as condições ambientais a fim de otimizar a produção de animais da cadeia de bovinos de leite, diminuindo o impacto de alta temperatura e umidade que incide sobre eles. Assim, eles podem atingir o máximo de produção de acordo com cada potencial.

— Dois pontos importantes relativos ao ambiente são a temperatura e a umidade, além de outros também importantes, como a radiação solar. Altas temperaturas e umidade apresentam diversas consequências, inclusive sobre a reprodução dos animais. Quando se trabalha em cima desses fatores, interferindo de alguma forma no clima, reduz-se as perdas do produtor rural — afirma o pesquisador.

Do ponto de vista produtivo, ele conta que o estudo pode melhorar a prática de concepção dos animais. Já, do ponto de vista sanitário, mantém-se a qualidade do colostro, diminuindo os problemas com microorganismos oportunistas.

— Antes de definir a raça com a qual irá trabalhar, o produtor deve levar em consideração a temperatura e a umidade da região, entre outros fatores. Existe um índice para se fazer essa mensuração, chamado índice de temperatura e umidade — explica Lopes.

De acordo com ele, na hora da escolha dos animais, o produtor precisa saber que existem animais mais bem adaptados às condições dos trópicos. Nesse caso, trabalha-se com uma faixa de amplitude maior das variações climáticas.

— Raças zebuínas são mais bem adaptadas. Outras raças que costumam ser mais produtivas são mais sensíveis a essas variações, como as européias. O meio termo é justamente o resultado de cruzamentos entre esses dois tipos de raças, formando animais produtivos e de boa adaptabilidade — conta.

De forma geral, nos rebanhos europeus, resultados de pesquisas mostram que os fatores climáticos provocam uma queda de produtividade entre 25% e 30%. Então, com a bioclimatologia, pode-se melhorar o desempenho da produtividade em torno desse percentual, como diz o pesquisador.

— No entanto, isso é muito variável, pois existe uma diversidade grande de fatores. Na produção de leite, é preciso levar esses fatores climáticos em consideração. É importante que o produtor ofereça sombreamento aos animais, por exemplo, para que se possa atingir o potencial máximo de produção de acordo com a genética desses animais. Do contrário, as perdas são muito grandes, em diferentes níveis — conta.

Para mais informações, basta entrar em contato com Embrapa Agrossilvipastoril através do número (66) 3531-1512.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=24997&secao=Pacotes%20Tecnol%F3gicos&c2=Bovinos%20Leiteiros#null

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