Aspectos Silviculturais

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A época de plantio mais favorável é no início da estação das águas, utilizando mudas de raiz nua para evitar formação de bolsões de ar. O ideal é plantar 500 árvores por hectare em espaçamento de 7 a 8 m, entre as linhas de plantio e 2,5 a 3,0 m entre as plantas na linha.

Plantar em nível mantendo o solo vegetado no período das chuvas para controle das erosões. As covas devem possuir as dimensões de 0,4 x 0,4 x 0,5 m com uso da cavadeira ou em sulcos.

A seringueira é uma planta perene, que dependendo do manejo utilizado poderá produzir economicamente por 20 a 30 anos necessitando de um correto programa de adubação em todas as fases de seu desenvolvimento a fim de evitar desequilíbrios nutricionais com sérios prejuízos na produção de látex. Para a definição do manejo adequado dos seringais, torna-se imprescindível o conhecimento dos solos, especificamente para cada clone implantado e para cada classe de solo.

De acordo com o Programa Seringueira do IAC, deve-se, a partir da análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%, usando preferivelmente calcário dolomítico, até a dose de 2 t/ha. A adubação de plantio, por cova, corresponde a 30 g de P2O5 e 30 g de K2O e 20 a 30 litros de esterco de curral bem curtido, quando disponível; para solos deficientes, acrescentar 5 g de zinco. Cerca de um mês após o plantio, aplicar 30 g de N por planta, em cobertura, repetindo essa aplicação mais duas vezes durante o decorrer do 1.° ano. A adubação de formação e exploração corresponde a 80 g/planta de N, 40 a 80 g/planta de P2O5 e 40 a 80 g/planta de K2O, durante o 2.° e 3.° ano; do 4.° ao 6.° ano aplicar 120 g/planta de N, 60 a 120 g/planta de P2O5 e 60 a 120 g/planta de K2O; do 7.° ao 15.°, aplicar 120 g/planta de N, 60 a 100 g/planta de P2O5 e 60 a 120 g/planta de K2O; e do 16.° ao 25.° ano, aplicar 100 g/planta de N, 40 a 80 g/planta de P2O5 e 60 a 100 g/planta de K2O. Parcelar a aplicação de fertilizantes, em duas vezes, a 1.a no início e a 2.a no final da estação das águas.

O manejo do plantio inclui a desbrota de ramos ladrões do portaenxerto e poda das ramificações laterais da haste do enxerto até a altura desejada de formação de copa. Durante a formação deve-se controlar plantas daninhas com herbicidas específicos ou capinas manuais. Quando já estiver formado, é necessário o controle do mato com capinas ou herbicidas nas fileiras e roçar as entrelinhas.

Pode ser obtido um melhor uso dos recursos produtivos na área na propriedade rural através da diversificação de cultivos. O aproveitamento do espaço intercalar em um arranjo de linhas duplas de seringueira, no espaçamento 16 x 4,0 x 2,5 m (400 árvores /ha), permite a composição de sistemas agroflorestais com culturas anuais e semi-perenes. Na produção consorciada, diversas culturas adaptam-se perfeitamente ao cultivo intercalado com a seringueira, especialmente no início da exploração do seringal para amortizar os custos de implantação. No início da exploração da heveicultura no Estado de São Paulo, foram utilizados cultivares de valor para o consumo alimentar, tais como: arroz, feijão, soja, amendoim, milho e também o algodão.

 

Fonte: http://www.seringueira.com/br/

 

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