EUA: surto de salmonela multiestados foi desencadeado por aves vivas não-comerciais

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Capri23auto (CC0), Pixabay

Surto de salmonela multiestados foi desencadeado por aves vivas não-comerciais

Publicado em 22/05/2019

Nas duas-três últimas semanas, veículos de comunicação brasileiros (rádio, jornais, tevês, sites, etc.) têm replicado matéria originalmente divulgada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC na sigla em inglês, a ANVISA dos norte-americanos) orientando os consumidores a não lavar a carne de frango antes de prepara-la para o cozimento, pelo eventual risco de disseminação de salmonelas.

Porém, como é típico – “quem conta um conto sempre aumenta um ponto” – a matéria original, de orientação, tem, em vários casos, transformado o frango em vilão. Houve até quem escrevesse tratar-se de “bomba que espalha bactérias pela cozinha”. Mas – essa é a pergunta chave –o frango é o grande e único responsável pelo problema?

Os próprios CDCs mostram que não. E, em recente comunicado a respeito de um surto de salmonelose que atingiu 21 estados norte-americanos revela que a infecção foi ocasionada por contato com aves vivas não-comerciais. Mais exatamente, por “backyardsflocks” – para nós, criações de fundo de quintal.

No caso em pauta, 52 pessoas foram infectadas. Cinco delas foram hospitalizadas, mas nenhuma morte foi registrada. Perto de 30% dos afetados eram crianças com menos de cinco anos de idade.

As pesquisas realizadas indicaram que o contato com aves domésticas (como pintinhos e patinhos) adquiridas de fontes variadas foram as prováveis causadoras desses surtos – hipótese levantada a partir da constatação de que grande parte das pessoas doentes teve contato direto com tais aves – adquiridas como “pet” de lojas agrícolas ou, mesmo, através de websites e de pequenos incubatórios.

Mas as fontes transmissoras vão muito além das aves. E, novamente, o site dos CDCs é pródigo ao demonstrar isso. E aponta como possíveis originadores desses surtos animais adotados como “pets” – caso do ouriço pigmeu africano (“hedgehog”), a carne congelada de atum e, mesmo, frutas pré-cortadas (como melões) hoje fartamente disponíveis nos supermercados.

Para acompanhar mais de perto esses casos – que nada tem a ver com a carne de frango – vale uma visita ao site dos CDCs. Neste link (https://www.cdc.gov/salmonella/index.html) uma página dedicada especificamente à questão das salmonelas.

Fonte Agrolink