Carnes suína, frango e ovos lideram alta de preços agropecuários

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chicken and pig, Pixabay

Entre os produtos que compõem índice, todos os de origem animal e cinco vegetais apresentaram alta de preços

Publicado em 08/05/2019

Na terceira quadrissemana de abril, o índice que mede a variação dos preços recebidos pelos produtores paulistas (IqPR) registrou alta de 0,71%, reajuste que comprova que os aumentos estão desacelerando e caminham para a estabilização, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Dez produtos apresentaram altas de preços no período, com destaques para: tomate para mesa (25,14%), carne de frango (11,22%), ovos (4,51%) e carne suína (3,81%), afirmam Eder Pinatti e Danton Leonel de Camargo Bini, pesquisadores do IEA.

Perdas e descartes oriundos do calor e das chuvas entre fevereiro e março reduziram a oferta de tomate, o que gerou uma elevação de 25% nos preços médios recebidos pelos produtores nessa terceira semana de abril. No que se refere às carnes de frango e suína, os aumentos dos embarques para exportação reduziram a oferta do produto no mercado interno, o que reajustou os preços recebidos pelos produtores. A redução do consumo das carnes bovina, suína e de frango durante a quaresma colocou os ovos como um dos substitutos mais acessíveis para o período.

Entre os produtos que mais reduziram seus preços estão: feijão (29,24%), batata (22,4%) e café (2,93%).

Às vésperas da 2ª safra do Centro-Sul e com baixos níveis de negociações, a cadeia do feijão segue apreensiva com as possibilidades de quedas maiores nos preços com o aumento dos volumes que entrarão no mercado no início de maio. Os preços da batata flutuam segundo as oscilações pluviométricas que permitem ou não a colheita do produto no campo. Tendo nos últimos 30 dias chovido menos que o final do verão nas regiões produtoras paulistas, a oferta de batata atingiu níveis maiores nas últimas semanas. Já os preços do café apresentam oscilações baixistas que prejudicam a estabilidade dos produtores brasileiros.

Para ler o artigo na íntegra e consultar as tabelas com a evolução do índice nas últimas cinco semanas, bem como a variação dos demais produtos, clique aqui.
Fonte Agrolink