CDPD aprova projetos para aumento da competitividade do café

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eliasfalla (CC0), Pixabay

Comitê do CDPC direciona inovações tecnológicas para redução de custos de produção, ampliação da qualidade e avanços constantes na sustentabilidade

Publicado em 26/04/2019

O Conselho Nacional do Café (CNC) participou, na quarta-feira, 24 de abril, da 30ª reunião do Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café – CDPD/Café do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC). Na oportunidade, foram aprovados os 95 projetos de pesquisa que haviam sido pré-selecionados de acordo com critérios técnicos e científicos no âmbito da Chamada 20/2018, do Consórcio Pesquisa Café.

As 95 propostas estão distribuídas em 11 desafios de inovação tecnológica (clique no quadro abaixo) que foram orientados e aprovados pelo CNC e demais entidades da cadeia produtiva, no CDPD/Café, no final de 2017. Os projetos serão desenvolvidos nos próximos quatro anos, envolvendo a aplicação de R$ 27,12 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) nesse período.

“O CNC se empenhou bastante para a aprovação desta chamada de pesquisa, garantindo que as propostas fossem orientadas às demandas do setor produtivo e atendessem a desafios concretos de inovação tecnológica para a redução de custos de produção, ampliação da produtividade e da qualidade e avanços constantes na sustentabilidade da cafeicultura nacional”, destaca o presidente da entidade, Silas Brasileiro.

O Conselho avaliou que os 95 projetos têm grande potencial para o aumento da competitividade e da qualidade dos cafés do Brasil, “avançando nas fronteiras tecnológicas que permitirão a modernização dos sistemas produtivos, reduzindo custos de produção, melhorando a qualidade de vida dos produtores e atendendo às expectativas dos consumidores quanto à sustentabilidade”.

A Chamada 20/2018 é parte importante das estratégias de médio e longo prazo de desenvolvimento da cafeicultura brasileira e seus resultados, aliados a planos efetivos de transferência de tecnologias, que têm potencial de gerar novos saltos de produtividade na cafeicultura do Brasil, respeitando a dimensão ambiental da sustentabilidade.

Brasileiro ressalta que o foco no equilíbrio entre oferta e demanda é um dos componentes dessa nova fase da pesquisa cafeeira, pois oito projetos visam ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o aproveitamento de cafés de qualidade inferior para o desenvolvimento de novos produtos e embalagens.
“Esse desafio está em consonância com a Resolução 465 (níveis de preços de café), que o CNC, como integrante da delegação brasileira na (Organização Internacional do Café) OIC, orientou a aprovação pelo Conselho Internacional do Café, em setembro de 2018”, conclui o presidente.