Veneno de aranha e fungos são os próximos biopesticidas

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spider garden, pixabay

“Um interesse especial agora tem sido direcionado para os venenos de espécies predadoras de insetos”

Publicado em 30/05/2019

A nova geração de biopesticidas ecologicamente amigáveis pode girar em torno de veneno de aranha e também de fungos, segundo Lídia Argemí Muntadas e Andreas Hougaard Laustsen, do Departamento de Biotecnologia e Biomedicina, da Universidade Técnica da Dinamarca. Eles afirmaram que as conseqüências desse boom populacional afetarão diretamente a disponibilidade, o suprimento e a distribuição de alimentos, exigindo novas alternativas.

“Os artrópodes são animais invertebrados que compreendem diferentes classes de organismos, como insetos e aracnídeos, entre outros. Eles são um inimigo natural das colheitas no mundo agrícola. Os artrópodes são atualmente controlados por meio de pesticidas agroquímicos, mas esses métodos não são mais tão eficazes quanto décadas atrás. Além disso, pesticidas agroquímicos parecem ter um impacto negativo na saúde humana e nos ecossistemas”, escreveram.

Nesse cenário, várias fontes de biopesticidas foram estudadas nas últimas décadas. “Plantas geneticamente modificadas expressando alguns genes de resistência a insetos ou patógenos fúngicos estão entre as mais populares. Ainda assim, poucos deles são atualmente comercializados na indústria agrícola. A introdução das primeiras culturas geneticamente modificadas (GM) na agricultura representou o passo inicial para o desenvolvimento de inseticidas biológicos”, completam.

“Independentemente dos atuais inseticidas biológicos, um interesse especial agora tem sido direcionado para os venenos de espécies predadoras de insetos, como as aranhas. Diferentes estudos descobriram recentemente que o veneno da aranha, apesar de ter evoluído para ser tóxico quando injetado na presa, compreende compostos que também são tóxicos quando ingeridos. Essas descobertas podem levar ao desenvolvimento e expansão de uma nova família de biopesticidas muito mais simples, cujo custo de produção e segurança pública pode fornecer benefícios em comparação com os agroinsecticidas tradicionais”, concluem.

Fonte AGROLINK