Soja brasileira diminui perdas na semana

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bigfatcat (CC0), Pixabay

China voltou a comprar só da Argentina, não fazendo pressão compradora no Brasil

“Não espere grandes altas nos preços da soja. Venda agora e aplique o dinheiro que poderá render mais”. A afirmação é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco. De acordo com ele, o agricultor brasileiro tem duas decisões a tomar: se vende ou não o que ainda resta da safra 2018/19 e se aumenta ou não a área de plantio da safra 2019/20.

“A China voltou a comprar na América do Sul, mas novamente só da Argentina, não fazendo pressão compradora no Brasil. Além da ausência da China, também o dólar caiu, cerca de 0,26%% nesta sexta-feira (vide comentários na secção de câmbio) e Chicago caiu forte 1,15%. Mesmo com nenhum dos três principais fatores que a afetam puxando para cima, é significativo que os preços médios que os compradores puderam oferecer sobre rodas nos portos brasileiros subiram”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.

No mercado físico os preços se mantiveram R$ 87,00/saca em Paranaguá, o que mostra que as altas aconteceram nos pagamentos do interior, aponta a T&F: “Contabilizamos vendas de soja brasileira na Origem ao redor de 180 mil toneladas para safra 2018/19 (disponível) e 420 mil toneladas de soja para 2020, nesta semana”.

Já no mercado interno o preço subiu mais, cerca de 1,34%, para a média de R$ 80,76/saca, contra R$ 79,69/saca do dia anterior. Com isto o acumulado do mês de setembro no interior reduziu as perdas para 1,82% (3,82%). No mercado físico doméstico o preço em Ponta Grossa subiu para R$ 83,00/saca. No RS foi feriado nesta sexta-feira.

Fonte AGROLINK