Aproveitamento de Fertilizantes Utilizam o Conceito 4C

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Fonte, dose, época e local corretos devem ser respeitados, além do uso de semente adequada e rotação de cultura

Para se atingir um bom aproveitamento quando o assunto é a aplicação de fertilizantes, deve-se levar em consideração questões como fonte, dose, local e época ideal. Boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes foi um dos temas abordados no 59º Simpas, organizado pela Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que aconteceu entre os dias 12 e 14 de julho, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Segundo Luis Prochnow, diretor do International Plant Nutrition Institute no Brasil (IPNI), existe uma série de providências que devem ser tomadas para escolher o melhor fertilizante. 

Nós, do IPNI, temos enfatizado bastante o conceito 4C, ou seja, as quatro medidas corretas que levam ao bom aproveitamento do fertilizante. Essas medidas seriam a fonte correta na dose correta, na época correta e no local correto. Para se aplicar o fertilizante e obter um bom resultado, o produtor precisa observar tudo isso: a fonte, a dose, a época e o local — afirma o diretor.

Para ele, todos os cuidados devem começar por uma análise de solo. Essa análise é enviada para um laboratório que produzirá os resultados. De posse dos resultados, um agrônomo, de preferência, irá interpretá-los e fazer a recomendação de calagem, gessagem e adubação. Esse material deverá ser aplicado na época e local corretos.

Quando falamos de local, está embutida a questão da forma de aplicação. Dependendo de cada situação, temos uma aplicação de forma ideal. Isso varia em função da cultura, do solo e de efeito residual, entre outros fatores — conta Prochnow.

De acordo com ele, existem vários fatores de manejo que podem influenciar na eficiência. Para se ter uma ideia, ele diz que o IPNI lançou três livros sobre boas práticas com mais de 1.000 páginas.

Portanto, tem muita coisa que deve ser considerada. Em uma entrevista, não há como passar 1% do que precisa ser feito. No entanto, todas as práticas que levam ao bom desenvolvimento da cultura como semente correta, manejo de rotação de culturas e outros métodos vão interferir na eficiência do fertilizante. Por isso, o agricultor deve estar ligado em todos esses aspectos — orienta.

No que diz respeito à aplicação, o diretor diz que esse é um problema muito sério no campo porque muitos dos agricultores acabam não tomando cuidado na hora de aplicar, quer seja porque os equipamentos não são mantidos da forma adequada ou porque não estão regulados da forma correta. Com isso, a aplicação acaba sendo feita de forma heterogênea ou com uma dose incorreta. Já em relação aos cuidados de segurança, Prochnow afirma não serem muitos.

Fertilizante não é como outros produtos químicos nos quais o contato provoca efeitos tóxicos. Obviamente, ao manusear por muito tempo esse material, poderá ter algum problema em nível de pele ou coisas do tipo. Além disso, o pó, ao ser muito consumido, pode trazer problemas para a saúde do indivíduo que o está manuseando. No entanto, ele não é um tipo de material tóxico. Por isso, demanda cuidados básicos, como não se expor tanto ao produto ou não inalar o pó durante a aplicação.

Fonte: Midia News e Portal do Agronegócio
http://www.ruralpecuaria.com.br/search/label/Adubos

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