Alimentação das abelhas

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Como todos os seres vivos, abelhas também precisam de alimento para sobreviver. Diferente de outros animais criados pelo homem, o inseto colhe na natureza os elementos que vão compor sua dieta. Mas chega um momento, principalmente nos meses frios do ano, que a oferta de alimento natural fica pequena nas matas. Nesse caso, o homem, tem que prover, no caso da apicultura racional, o alimento para suas abelhas. Destacamos que o alimento para as abelhas pode ser natural ou artificial… No caso do alimento natural, o pólen apresenta importância de 55%, enquanto que o mel 45%. Já dissemos que o pólen representa o gameta masculino das flores (elemento fecundante). As abelhas responsáveis pela alimentação da rainha só podem produzir geléia real se estiverem consumindo pólen. O pólen é rico em vitaminas (vitamina A, o complexo B (B1, B2, B5, B6, etc.), colina, vitamina E e vitamina P. Mais de 80 enzimas ativas foram identificadas, entre estas podemos citar 4 de fundamental importância: catalase, fosfatase, redutase e pactase. Para o homem é recomendado para o tratamento da esterilidade, regula o sistema cerebral e nervoso, evita doenças senis, estimula os hormônios sexuais e previne e cura doenças da próstata.
O alimento artificial pode ser de subsistência ou estimulante. O primeiro visa matar a fome das abelhas no período de carência. O alimento estimulante visa aumentar a postura da rainha e até mesmo como remédio. Para o alimento de subsistência ou protéico, pode-se usar a seguinte fórmula: 6 kg de açúcar refinado; 3 kg de açúcar invertido; 1 kg de farinha Láctea (esta pode ser substituída por farinha de soja, por exemplo). Fornecendo 300g por colméia, pode-se esperar um bom resultado na hora da colheita do mel.
O alimento estimulante tem por finalidade estimular a postura de ovos pela rainha e deve ser fornecido de 30 a 40 dias antes da florada.
O alimento que apresenta maior estímulo e consumo devido a sua palatabilidade é o açúcar invertido.

Preparação do açúcar invertido
Coloca-se numa panela 5 kg de açúcar cristal misturado com 2 litros de água e leva-se ao fogo. Quando começar a liberar vapor, adiciona-se 5g de ácido tartárico e retira-se do fogo. Após deixar esfriar, acondiciona-se em embalagem pet de 2 litros.

O ácido tartárico, em meio quente, transforma a sacarose em glicose e frutose. Ocorre a mesma reação que as abelhas fazem com a saliva (enzima invertase). Colocar em dias alternados um litro do xarope. Observar se não há bloqueio do ninho. Neste caso suspender o fornecimento da alimentação estimulante.

Fonte: http://www.folhadesaoborja.com.br/index.php/rural/espaco-abelha/1320-alimento-das-abelhas-ii.html

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