Manejo Geral do Solo para Cultivo do Café

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Solo

O cafeeiro necessita de um solo que permita uma boa expansão em volume e profundidade de seu sistema radicular, e que ofereça condições hídricas e nutricionais equilibradas. Na escolha do solo ideal para melhor desenvolvimento do cafeeiro, devem-se visualizar diversos aspectos de suas características físicas, químicas e biológicas.

Características físicas: um relevo que de modo geral seja suave ondulado com declividade entre 2,5 e 12%, apresentando boa drenagem, ausência de camadas adensadas e livre da ação de ventos frios, podendo o mesmo ser mecanizável e não exigir severas práticas de conservação do solo; a profundidade efetiva desse solo deve ser de pelo menos 1,2 m, não constando afloramento de rocha e nem presença de pedras e cascalhos; a textura deve ser média a argilosa, com bom favorecimento a retenção de umidade e de nutrientes, tendo boa resistência a erosão; a estrutura mais adequada é a granular de tamanho médio, favorável ao desenvolvimento das raízes, e com boa absorção e disponibilidade de água e nutrientes; a porosidade deve estar em equilíbrio com cerca de 50% sólido, 25% água e 25% ar, contribuindo para o bom arejamento do solo, armazenamento de água e aproveitamento de nutrientes pelas plantas.

Características químicas: podem ser melhor revelados através da análise química. A verificação dos teores de macro e micronutrientes são fundamentais, bem como a capacidade de trocar de catiônica (CTC) desse solo, pois cafeeiros jovens de modo geral são mais sensíveis aos efeitos tóxicos do alumínio.

A coleta de amostra composta de solo no cafezal para análise laboratorial, deve ser feita na projeção da saia da planta e outra nomeio das entrelinhas, ambas com preferência de profundidade de 0-20 cm e de 20-40 cm.

Devem-se preferir os solos que possuam uma maior fertilidade natural, entretanto hoje, caso seja detectado deficiências, não se considera motivo de limitação ou impedimento, pois é possível ajustar a potencialidade de solos menos férteis, que tenham problemas de acidez, baixo índice de pH e carência de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do cafeeiro.

Características biológicas: estão relacionadas ao seu teor de matéria orgânica, sendo o mesmo responsável pela presença e desenvolvimento da população de microorganismos, além de contribuir para melhoria da sua estruturação, fornecimento de nutrientes e ocorrência de reações no solo.

Dentre os microorganismos merece atenção os fungos micorrízicos arbusculares os quais exercem ação junto às raízes do café, ajudando na absorção do fósforo. Os fungos micorrízicos arbusculares são habitantes comuns do solo e formam associações mutualistas com as raízes da grande maioria das plantas.

Autores:

Ângela Maria Leite Nunes
Eng.ª Agrônoma – D.Sc. Fitopatologia
angela@cpafro.embrapa.br

Flávio de França Souza
Eng. Agrônomo – M.Sc. Botânica

flaviofs@cpafro.embrapa.br

José Nilton Medeiros Costa
Eng.º Agrônomo – M.Sc. Fitotecnia
jnilton@cpafro.embrapa.br

Julio César Freitas Santos

Eng.º Agrônomo – M.Sc. Fitotecnia

Petrus Luiz de Luna Pequeno

Eng.º Agrônomo – Bolsista CNPq

Rogério Sebastião C. da Costa
Eng.º Agrônomo – M.Sc. Ciência do Solo
rogerio@cpafro.embrapa.br

Wilson Veneziano
Eng.º Agrônomo – D.Sc. Fitotecnia
embrapa@netview.com.br

http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Cafe/CultivodoCafeRobustaRO/autores.htm

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