Adubação Foliar na Cultura do Café

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Adubação Foliar na Cultura do Café

A adubação foliar é uma prática bastante difundida, muitas vezes sem benefícios bem definidos.

A capacidade das folhas do cafeeiro absorverem nutrientes na forma de pulverizações foliares não constitui dúvida.

Uma série de fatores influem na absorção foliar, entre os quais citaríamos:

Luz

Temperatura

Composição da solução: O cobre diminui em 50% a absorção de zinco; o potássio na forma de cloreto aumenta a absorção do zinco; o bórax e o sulfato de zinco não devem ser misturados; usar em mistura sempre ácido bórico e sulfato de zinco; Ph 7 facilita absorção de uréia e potássio; pH 3 facilita a absorção de fósforo.

O cafeeiro no geral retém apenas 50% do total pulverizado.

Folhas novas tem uma maior capacidade de absorção dos nutrientes.

Folhas secas e murchas tem baixa capacidade de absorção.

Adubação foliar de macronutrientes:

Esta adubação não substitui a adubação de solo, devendo ser usada em ocasiões excepcionais para correção ou auxílio, nas deficiências de nitrogênio, fósforo, potássio e magnésio.

Adubação foliar de micronutrientes:

Os micronutrientes são absorvidos pelas folhas com muita eficiência. As mais freqüentes deficiências em café são: zinco, boro, cobre; manganês.

A correção de zinco via foliar é muito eficiente. Através do solo, é mais eficiente em solos arenosos, havendo dificuldades para corrigi-la em solos argilosos.

O boro é mais eficiente via solo, embora com mais dificuldade devido a sua imobilidade, possa  também ser corrigido via foliar.

O manganês e o cobre são corrigidos via foliar.

O mais usual é a correção das deficiências de micronutrientes através da utilização  de sais em misturas de tanque, muito embora se encontrem no comércio uma série muito grande de adubos foliares nas mais diversas concentrações, não só de micro como também de macronutrientes.

No café se generalizou a prática de aplicação de micronutrientes, principalmente de zinco e boro, mais de uma vez durante o ano agrícola. Isto é um perigo muito grande, pois muitas vezes, essa aplicação pode ser desnecessária, podendo-se então ocasionar problemas de toxidez, com prejuízos à produção.

A aplicação de micronutrientes deve ser feita com critério, quando necessária, sempre baseada numa análise química das folhas.

Algumas fontes de micronutrientes utilizados no Brasil

Nutriente Fertilizante Garantia Mínima ( conc. do elemento) Solubilidade em Água
Boro Bórax 11% Solúvel
Ácido Bórico 17% Solúvel
Zinco Sulfato de Zinco 20% Solúvel
Óxido 50% Insolúvel
Quelato 7% Solúvel
Cobre Sulfato 13% Solúvel
Óxido cuprico 75% Insolúvel
Quelato 5% Solúvel
Manganês Sulfato manganoso 26% Solúvel
Óxido manganoso 41% Insolúvel
Quelato 5% Solúvel

Fonte: Boletim Técnico 100 IAC, 1996.

DIAGNOSE FOLIAR

A folha é o órgão da planta que melhor espelha os distúrbios nutricionais.

A diagnose foliar pode ser realizada através da observação visual dos sintomas de distúrbios nutricionais, sendo assim uma diagnose visual, que requer certa prática e conhecimento da cultura por parte de quem diagnostica. Ela é praticada quando os sintomas de deficiência ou excesso se manifestam visualmente e, nesta fase, muitas vezes, a produção pode estar comprometida.

Quando a diagnose é efetuada via análise química, se permite uma avaliação mais segura do estado nutricional do cafeeiro.

Contaminações por pulverizações anteriores a retirada das amostras de folhas podem interferir na interpretação dos resultados. Recomenda-se que para a diagnose de micronutrientes em folhas, não devem ser realizadas aplicações foliares no período do ano que antecede a amostragem.

A amostragem correta e os cuidados no envio do material para o laboratório são primordiais para uma interpretação correta dos resultados.

Para o cafeeiro recomenda-se o seguinte critério:

Realizar a amostragem no verão (dezembro/janeiro), sempre após terem sido feitas as duas primeiras adubações em cobertura, e sempre pelo menos 30 dias após a segunda cobertura.

Retirar uma folha do 3º par, a partir do ápice do ramo.

Retirar duas folhas por planta, uma de cada lateral da planta.

Retirar essas folhas da altura média da planta.

Amostrar pelo menos 50 folhas por talhão de café.

No caso de possíveis distúrbios nutricionais, retirar uma amostra de planta afetada e outra de planta sadia.

Enviar as amostras em saco de papel, evitando que o material demore mais que 48 horas entre a coleta e a chegada ao laboratório.

Caso haja necessidade, as folhas podem ser armazenadas em geladeira por algum tempo, desde que não excessivo para evitar a deterioração do material.

FAIXAS DE TEORES NA MATÉRIA SECA ( Folhas ) – (Cafeeiro)
N P K Ca Mg P
g/Kg 26-32 1,2 – 2,0 18 -25 10 – 15 3,0 – 5,0 1,0 -2,0
B Cu Fe Mn Mo Zn
mg/Kg 50-80 10 – 20 50 – 200 50 – 200 0,10 – 0,20 10 – 20

Autor : Roberto Antônio Thomaziello.

Fonte: http://www.megaagro.com.br/cafe/art_adub_foli_cafe.asp

megaagro@megaagro.com.br

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