Abitrigo e governo do Paraná discutem integração da cadeia produtiva do trigo

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A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) quer construir uma política de médio e longo prazo para a integração da cadeia produtiva do trigo no País. Para isso, o presidente da entidade, Sergio Amaral, esteve no último dia 14 na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná onde solicitou o apoio do secretário Valter Bianchini.

Conforme Amaral, qualquer iniciativa de aproximação entre a indústria e o produtor passa pelo Paraná, que é o maior produtor de trigo do País, devendo colher este ano cerca de 2,8 milhões de toneladas do grão. Amaral manifestou a intenção de apresentar um projeto para integração da cadeia a ser financiado pelo novo sistema de política industrial.

Segundo Bianchini, a construção da política de integração requer a discussão dos entraves da cadeia. O debate deve ser aprofundado na próxima reunião da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, das quais o trigo é o principal produto. A reunião acontece no próximo dia 4 de setembro em Esteio (RS).

Entre os entraves, devem ser discutidos temas como o seguro agrícola para o trigo, o volume de oferta de sementes, garantias de mecanismos de comercialização à produção, busca do reequilíbrio entre a produção interna e a produção de trigo do Mercosul, discussão do transporte de cabotagem que atualmente está elevando muito os custos de escoamento da safra da região Sul para o Norte e Nordeste do País.

Bianchini também transferiu para a reunião da Câmara Setorial o aprofundamento da discussão de temas polêmicos como a prorrogação da isenção da TEC – Tarifa Externa Comum – até o final do ano. A TEC é uma tarifa que incide sobre a importação de trigo para países fora da região do Mercosul. Os produtores não concordam com a idéia porque essa importação ocorre em pleno período de colheita e o mecanismo resulta na queda dos preços do grão para o setor produtivo.

Outro tema polêmico, segundo o presidente da Abitrigo, é a discussão da continuidade da importação da farinha de trigo subsidiada da Argentina, “situação que preocupa a todos moinhos e produtores”.

ENTENDIMENTO

Segundo Bianchini, com a busca do entendimento entre produtores e indústrias, o reflexo sobre o setor produtivo será praticamente imediato. O secretário prevê que a área plantada de trigo do Paraná – que nesta safra alcançou 1,1 milhão de hectares – poderá dobrar no prazo de um ano. “O Paraná tem cerca de 5 milhões de hectares de terras agricultáveis e, no período do inverno, pelo menos metade dessa área pode ser ocupada com o trigo”, afirmou.

O secretário destacou ainda que, dentro de uma política de entendimento, a Secretaria da Agricultura se propõe a intermediar com a Embrapa o desenvolvimento de variedades de trigo que resultem num produto mais interessante aos moinhos. “Interessa-nos essa integração proposta pela Abitrigo porque o trigo é um produto de segurança alimentar para o País e temos interesse em impulsionar a produção”, disse.

Fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/102014.htm

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