Raças de Ovinos

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Bergamácia
ORIGEM – Formou-se no Norte da Italia, notadamente na Lombardia e no Piemonte, possivelmente originando-se de ovinos do Sudão, em tempos remotos, segundo A Di Paravicini Torres. Deu origem ao grupo Alpino, mocho, de orelhas grandes e pendentes. É conhecida ainda na Italia como Gigante de Bergamo e Bielesa.ASPECTO GERAL – Ovinos de grande porte, lanados, brancos, mochos. Ovino de multipla utilidade no seu pais de origem onde é utilizado para produção de carne, lã e leite. Machos adultos com 100/120 Kg; fêmeas adultas com 70/80 Kg.

CABEÇA – Grande, perfil ultra-convexo, tanto na fronte como no chanfro, mocha. Fronte estreita e saliente. Orelhas pendentes, largas e compridas, atingindo, no mínimo, até a ponta do focinho. Mucosas nasais, conjuntivas e lábios rosados, sendo permitida discreta pigmentação. A cabeça é coberta por pêlos curtos e brancos.

PESCOÇO – Forte, alongado e com leve depressão na sua união com as espáduas.

CORPO – Comprido e cilindrico; tórax largo e profundo. Peito pouco proeminente. Linha dorso lombar deve ser reta e musculosa; o lombo geralmente é curto, Garupa larga, um pouco inclinada e arredondada. Ventre longo, amplo sem no entanto conferir ao animal o aspecto de barrigudo. Deve ostentar um úbere bem desenvolvido e bem implantado. A face ventral é coberta de pêlos curtos e brancos.

MEMBROS – Fortes longos, com boa ossatura e articulações. Bem aprumados, porém não muito afastados lateralmente. Apresentam alguma lã até os garrões e joelhos, sendo que no restante são cobertos de pêlos curtos e brancos. Cascos escuros.

VELO – A lã é branca, de finura variável com 30 a 31 micrômetros ( Cruza 2), cobrindo o corpo com excessão da face ventral. Cobre parcialmente os membros, até os jarretes e joelhos. A produção de lã, que é de pouca qualidade, atinte 5,0 Kg nos machos e até 4,0 Kg nas fêmeas.

APTIDÕES – Machos adultos com peso de 100 a 120 Kg, embora a carcaça não seja de grande qualidade. Os cordeiros desenvolvem-se relativamente bem, graças a boa produção de leite das mães, atingindo lactações de até 250Kg com 6% de gordura, muito utilizado na Itália para a fabricação do queijo Gorgonzola.

Ovelhas muito proliferas.

A lã é de baixa qualidade, presta-se para a fabricação de tecidos grosseiros

Ovinos rústicos, porém exigentes quanto a alimentação. Têm demonstrado fácil adaptação as condições climáticas do Centro e do Nordeste brasileiros.

Dorper
A Dorper é uma raça ovina de carne desenvolvida na África do Sul, através do cruzamento do Dorset Horn com o Blackhead Persian (conhecida no Brasil por Somális) para ser explorada em regiões semi-áridas e áridas.Durante a década de 1930 surgiram os primeiros cordeiros produtos deste cruzamento, que se destacavam-se pelo rápido crescimento e pela qualidade e peso das suas carcaças; sendo que alguns eram totalmente brancos e recebiam a denominação de Dorsian, outras eram brancos com a cabeça e pescoço pretos, sendo conhecidos como Dorper.

Posteriormente, a denominação de Dorper estendeu-se indiferentemente a todos os produtos do aludido cruzamento, independentemente de serem totalmente brancos ou brancos com cabeça e pescoço pretos. A partir de 1946 iniciaram-se os trabalhos de melhoramento da raça Dorper.

ASPECTO GERAL – O ovino Dorper deve ser simétrico e bem proporcionado ou balanceado. Um temperamento calmo, com uma aparência vigorosa é o ideal. A impressão geral deve ser a de um ovino robusto e bem musculoso. O Dorper foi criado com o único propósito de produzir carne, o mais eficientemente possível, sob variadas e mesmo desfavoráveis condições ambientais.

CABEÇA – Pode ser mocho ou aspada (com chifres). Os animais mochos são os preferidos e os mais numerosos. Quando apresentar chifres estes devem ser pequenos. Cabeça forte e longa com grandes olhos, bem distanciados e bem protegidos. Nariz forte, boca forte e bem formada com as maxilas profundas e perfeitamente colocadas é o ideal. A testa não deve ser achatada. O tamanho das orelhas deverá ser proporcional ao da cabeça. Chifres grandes e pesados são indesejados, mas permitidos. Chifres pequenos ou apenas desenvolvidos na sua base são os ideais. A cabeça deverá ser coberta por pêlos curtos e negros no Dorper e pêlos curtos e brancos no Dorper branco. Não deve haver depósito de gordura na cabeça. O espaço entre narinas, lábios e pálpebras sem ser rosados no Dorper branco, e pretos no Dorper (cabeça preta).

QUARTO DIANTEIRO – O pescoço deve ser de comprimento médio, largo, bem coberto de carnes e bem ligado ao quarto anterior. As paletas devem ser largas e musculosas paralelas entre sí e bem ligadas ao corpo, não apresentando depressões acentuadas na ligação com o corpo. Um peito moderadamente largo, profundo, e moderadamente proeminente em relação as paletas é o ideal. Os membros anteriores deverão ser robustas, ter bons aprumos, e, com fortes articulações da quartela,

TRONCO – Deve ser um tronco longo, profundo e largo, costelas bem arqueadas e um lombo largo e cheio. O animal deve ter uma linha dorso-lombar bem longa e reta. Uma ligeira depressão por traz dos ombros é permitida.

QUARTO TRASEIRO – A garupa deve ser larga e longa. Os quartos (pernis) devem ser carnudos, com entrepernas musculosos e profundos. Os membros traseiros devem ser fortes, bem aprumados e distanciados entre sí.

DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA – Demasiado acumulo de gordura localizada em qualquer parte do corpo é considerado defeito. Uma fina camada de gordura distribuida uniformemente sobre a carcaça e entre as fibras musculares é o desejado.

PADRÃO DE COR – Dorpers – O ideal é um ovino branco, com a cor preta limitada à cabeça e pescoço. Algumas manchas pretas no corpo e pernas são permitidas, mas ovinos totalmente brancos ou predominantemente negros são indesejáveis. Dorpers Brancos – O ideal é um ovino totalmente branco, com a pele bem pigmentada ao redor dos olhos, por baixo da cauda, no úbere e nas tetas. Um número limitado de manchas de outras cores nas orelhas e abaixo da linha ventral do animal são permitidas.

PELO E LÃ – A cobertura do corpo é formada de uma pelagem curta e suave, composta predominantemente por pêlos, com uma leve mistura de lã.

Hampshire Down
A raça Hampshire Down teve como berço os condados de Wilts, Hants e Dorset, no sul da Inglaterra, região bastante fertil e levemente ondulada, conhecida popularmente como West Downs. Os seus ancestrais eram ovinos primitivos que pertenciam a duas raças: Wiltshire e Berkshire Knots.Os Wiltshire eram grandes, com cara e patas sem lã e com chifres recurvados para trás, os Berkshire Knots possuiam a cara e as patas negras. Ambas apresentavam animais de corpo estreito, com pernas longas, prolíferos, rústicos mas com pouca cobertura muscular.

Procurando melhorar a aptidão carniceira destes ovinos, os criadores aperfeiçoaram o sistema de alimentação e iniciaram os cruzamentos com a raça Southdown, que foi introduzida nos rebanhos Wiltshire e Berkshire no início do século XIX. A partir de 1845 o conceito de precocidade, qualidade e engorde modificou o sistema de criação, iniciando o aperfeiçoamento desta raça, cujo principal cultor na época foi Mr. Wm. Humphries, que conseguiu fixar um tipo bastante uniforme mediante o emprego de consanguinidade. Em 1889 foi criada na Inglaterra a “HAMPSHIRE DOWN SHEEP BREDERS ASSOCIATION”, com sede em Salisbury, e em 1890 editou-se o primeiro Flock Book do Hampshire Down.

ASPECTO GERAL – Ovino de tamanho grande, conformação harmoniosa e constituição robusta, compacto e musculoso, evidenciando a primeira vista grande definição racial e sua especialização como produtor de carne. É um animal que denota vivacidade, agilidade e desembaraço.

CABEÇA – Grande e larga, mas não tosca. Mocha em ambos os sexos. Deve evidenciar acentuada definição sexual. A lã cobre a cabeça até um pouco abaixo dos olhos, deixando totalmente livra a cara e os lacrimais, sem jamais prejudicar a visão. A cara, as orelhas e todas as demais partes da cabeça que não forem cobertas de lã devem apresentar pêlos escuros aproximando-se do preto. O focinho, lábios e ao redor das pálpebras, devem Ter pigmentação escrua com tendência ao preto. Orelhas longas e espessas, bem implantadas horizontalmente na cabeça, pontas ligeiramente arredondadas.

PESCOÇO – Forte, medianamente comprido, musculoso e bem implantado sustentanto a cabeça erguida sobre a linha superior do corpo.

PALETAS – Paletas fortes, afastadas entre si formando um mesmo plano com os costilhares. Não devem apresentar saliência nem depressões em relação a linha de lombo e costilhares.

PEITO – Largo, bem desenvolvido e profundo.

CORPO – Comprido, profundo e simétrico, com costelas bem arqueadas. Dorso e lombo em linha reta, largos e bem cobertos de carne. Flancos cheios. As cruzes no mesmo nível do dorso e lombo. Anca ampla e nivelada. Cola inserida no mesmo nível do lombo. Quartos profundos, cheios, largos e bem desenvolvidos.

MEMBROS – Comprimento relativo ao corpo, com articulações fortes e bem definidas. Bem aprumados e bem colocados em relação ao corpo. Cascos bem formados e pretos.

PELE – Flexivel e de cor rosada.

VELO – Tem boas extensão, cobrindo bem o corpo, parte da cabeça e membros, até a altura dos cascos, deixando descobertos os joelhos , que são cobertos por pêlos pretos. O velo é denso, mas de mechas curtas e de pouco toque.

LÃ – O diâmetro médio das fibras de lã varia entre 27 e 31 micrômetros, o que na Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja corresponde as finuras CRUZA 1 e CRUZA 2, já tendendo para a CRUZA 3 . A lã é branca. As mechas atingem um máximo de 10 cm nos animais de plantel, e 5 a 7 cm nos animais de rebanho. As ondulações são irregulares e pouco nítidas. Há grande tendência ao aparecimento de fibras negras entremeadas no velo, sendo mesmo admissível no pescoço, perto da cabeça, e extremidades; o excesso é considerado defeito.

APTIDÕES
– Raça especializada na produção de carne
– De boa capacidade de adaptação aos diferentes meios e regimes de criaç

Ile – de – France
O berço da raça é a França, na região da bacia parisiense, denominada Ile de France. A partir de 1816 técnicos franceses iniciaram cruzamentos de ovelhas Merino Rambouillet com reprodutores New Leicester (Dishley) importados da Inglaterra.O objetivo era obter um ovino que reunisse a qualidade laneira do Merino com a aptidão carniceira do New Leicester. Os cruzamentos foram dirigidos por August Yvart, Inspetor Geral do Estado e professor da Escola Nacional de Veterinária de Alfort, daí a raça ser também conhecida inicialmente por raça de Alfort. Em 1875 participou da Exposição de Paris sob a denominação de Dishley-Merino. Em 1920 a raça recebeu uma infusão de sangue Merino Cotentin, com a finalidade de eliminar pigmentos escuros da pele do focinho.

Em 1 de fevereiro de 1922 foi criado o Flock Book, sendo que a raça veio a receber a denominação definitiva em 23 de fevereiro de 1923, quando da fundação do Sindicato dos Criadores da Raça Ile de France, em consideração ao nome da região de origem.

ASPECTO GERAL
– É um ovino de grande formato, constituição robusta e conformação harmoniosa, típica do animal produtor de carne. Atualmente é considerado uma raça de duplo propósito, com um equilíbrio zootécnico orientado 60% para a produção de carne e 40% para a produção de lã.

CABEÇA
– Forte, larga ao nível do crânio, mocha, de perfil reto ou levemente convexo, principalmente nos machos adultos, cara de comprimento médio, chanfro em arco aberto (transversalmente). Nuca larga e bem coberta de lã. A lã cobre a cabeça até um pouco acima da linha dos olhos, deixando a visão completamente livre. Orelhas, cara e mandíbulas devem ser livres de lã e cobertas por pêlos brancos, curtos sem brilho. Orelhas médias, de boa textura, horizontais ou levemente erguidas, nunca pendentes. Quando o animal presta atenção a parte côncava dirige-se para a frente, situando-se as extremidades em nível superior à base. As mucosas nasais, lábios, pele entre as narinas e pálpebras devem ser rosadas.

PESCOÇO
– Curto e forte, arredondado no bordo superior, sem papada.

CORPO
– Comprido, largo e musculoso, com conformação carniceira. Paletas carnudas, bem afastadas, dando origem a uma cernelha larga e em linha com o dorso. Peito largo, profundo e proeminente. Costelas bem arqueadas, bem cobertas de carne, e dando origem a um tórax amplo.

Não deve haver depressões entre as costelas e paletas. Ventre levemente arredondado, mas nunca caído. Dorso, lombo e garupa, longos, largos e volumosos; bem cobertos de músculos. Quartos muito volumosos, arredondados e profundos, com nádegas cheias e entrepernas muito profundo e carnudo. Visto de trás o entrepernas e os garrões dão a impressão de um “U” largo e invertido.

MEMBROS
– Sendo uma raça carniceira e de muito peso, os membros devem merecer especial atenção. São de comprimento médio. Ossos fortes, boas articulações e devem ter aprumos corretos. Os joelhos, assim como os garrões, devem ser bem constituídos e bem afastados entre si. Os cascos são grandes e de cor branca, devendo ser bem conformados.

VELO
– Branco, de pouca extensão pesando em média 4 Kg nas fêmeas adultas e de 5 a 6 Kg nos machos adultos. Mechas densas, de secção quadrada, com o comprimento médio de 8 cm. O velo deve ser denso e uniforme. Cobre a cabeça até a linha dos olhos, guarnecendo as ganachas e o bordo posterior das faces, deixando totalmente a descoberto as orelhas e a cara até os olhos, inclusive. Cobre bem o ventre, o peito e os membros até os joelhos e garrões.


– O diâmetro médio das fibras de lã varia de 23 a 27 micrômetros, o que corresponde na Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja às finuras AMERINADA, PRIMA A, PRIMA B, e CRUZA
1. Lã untuosa, provida de suarda de cor amanteigada (suarda branca é mais rara). Os cordeiros podem ter lã curta na cara, chanfro, nos membros posteriores abaixo dos garrões e, nos borregos, sobre a pele do escroto. O rendimento ao lavado é de 53 a 55 %.

Lacaune
ORIGEM – Raça francesa, deve seu nome aos montes Lacaune, no Tarn. Tem como origem os diversos grupos ovinos que existiam nos departamentos de L´Aveyron, Tarn e departamentos limítrofes. O berço da raça situa-se na região produtora do leite destinado à fabricação do queijo Roquefort.APTIDÕES GERAIS – A raça Lacaune é considerada de aptidões mistas, uma vez que é explorada para a produção de leite, com o qual se fabricam queijos e outros derivados, e carne proveniente de seus cordeiros de alta qualidade. Na França, onde é criada em rebanhos relativamente importantes para a produção do queijo Roquefort a raça Lacaune está muito bem adaptada à ordenha mecânica, a quase totalidade das ovelhas são ordenhadas a máquina. A produção de carne (cordeiros e ovelhas) representa uma parte importante da receita dos criadores.

CABEÇA – Muito fina, com chanfro um pouco comprido com perfil reto ou convexo e de secção triangular. A fronte é um pouco convexa, larga e curta. A cabeça está coberta de pêlos muito finos e lustrosos, de coloração branca e prateada. Os olhos são grandes, implantados altos na cabeça e de coloração amarelo clara, com expressão viva. As orelhas são compridas implantadas lateralmente e um pouco baixas (se prefere as horizontais). Ausência de chifres em ambos os sexos. As mucosas nasais, pele entre as narinas, conjuntivas e os lábios são rosados.

PESCOÇO – Redondo em sem papada.

ÚBERE – Deve ser de bom tamanho, bem conformado, com boa implantação e bem constituído. Os tetos devem ser de tamanho que permitam a utilização de ordenhadeira mecânica.

CORPO – Grande e comprido, com dorso reto e largo, especialmente ao nível da cruz, lombo e garupa. Costelas cilíndricas. Peito profundo, descendo até em baixo entre os membros anteriores. A cola é cilíndrica, suficientemente regular e comprida descendo até abaixo dos jarretes.

MEMBROS – De comprimento médio, proporcionais e com bons aprumos.

PELE – De cor branca, mas alguns traços de pigmentação podem ser tolerados.

LÃ – O velo tem pouca extensão, cobre a parte superior e metade das faces laterais do pescoço e corpo, a anca e parte dos membros posteriores, deixando a descoberto a cabeça, nuca, bordo inferior do pescoço, peito, parte inferior do tórax, ventre, axilas, virilhas e membros. De cor branca, as mechas são compactas e curtas, finura média, peso médio do velo segundo a categoria: 2,5 Kg para os carneiros e 1,5 Kg para as ovelhas.

FORMATO E PESO – De médio a pesado, com uma altura na cruz de 70-80 cm. O peso médio das fêmeas adultas é de 70-80 Kg (mínimo 60 Kg) e o dos machos adultos de 95-100 Kg (mínimo de 80 Kg).

Leicester
Esta raça, também chamada Dishley, New Leicester ou English Leicester, formou-se em região de terras férteis, na Inglaterra, no condado do mesmo nome. Foi a primeira raça criada por métodos modernos, tornando famoso no seu melhorador, Robert Bakewell, cujo trabalho se iniciou em 1755.Dentro de um tempo relativamente curto, ele conseguiu transformar o carneiro ossudo , pesado e tardio da região, em um tipo perfeito de açougue, um pouco menor, precoce, com alto rendimento de carne e predisposição à engorda. A lã foi negligenciada, mas outros criadores que lhes seguiram trabalharam no seu melhoramento.

DESCRIÇÃO:

Peso de 75 Kg na fêmea e 110 no macho.

Velo de comprimento de 15 a 30cm e finura de 36 a 42 micros. Lã branca, lustrosa, cor de pérola, aglomerada em mechas frouxas, longas, terminadas por cachos em espiral, distribuída por todo o corpo, exceto na cabeça e membros anteriores dos joelhos para baixo. Na fronte forma uma mecha em roseta, deixando os olhos destapados.

A face é coberta por pêlos curtos brancos de um tom azulado, às vezes com manchinhas negras. As fossas nasais são negras. As orelhas têm a mesma cor da face, porém podem ser brancas. A pele é de média espessura, elástica e rosada. Os cascos são escuros.

Cabeça levantada pouco acima da linha do dorso, em forma de cunha, mocha, com a fronte larga e chata. A face afina-se num chanfro estreito, convexo no macho. Os olhos são proeminentes, grandes e vivos. As orelhas são eretas, finas, um pouco longas, móveis, inclinadas para trás.

Pescoço a princípio é delgado, alargando-se muito para a base, sendo curto e compacto no bordo superior.

Corpo típico de animal de corte: grande, com linhas retas, plano e largo em cima, mas pouco profundo, pois se apresenta quase três vezes mais comprido que alto. O quarto anterior é muito desenvolvido, apresentando peito largo, cheio e proeminente, com costelas cinturadas e cheias atrás das espáduas, que são curtas, planas e harmoniosamente ligadas às partes vizinhas. O dorso e o lombo são direitos e largos, uniformes. A garupa é direita, larga e arredondada para a nádega. O quarto posterior é desenvolvido em cima e um pouco delgado embaixo. Os pernis são musculosos, arredondados.

Membros moderadamente altos, finos, com ossatura fina, bem aprumados, com garrões direitos e boletos bem sustidos. Cascos médios e sólidos.

APTIDÕES E OUTRAS QUALIDADES:

O Leicester é uma raça mista para a produção de carne e lã longa. Engordado dos 12 aos 15 meses, dá 40-50Kg de carcaça, com rendimento de 60 a 65%. A carne‚ apenas regular em qualidade, gorda e grosseira em granulação, tendo também uma cobertura de gordura muito espessa, não podendo comparar-se com a das raças de lã média. Deve ser engordado o mais cedo possível. O tosão dá 3,5 Kg de lã, subindo nos bons rebanhos a 4,5-5,5Kg por cabeça, classificada como Cruza 2 a 3 (lã grossa e longa).

A lã é muito lustrosa, grosseira, porém é a mais fina dos carneiros de lã longa. Sua precocidade é boa, contudo é superada por outras raças mais modernas. Tem temperamento calmo, chegando a ser preguiçoso. E muito exigente com relação à alimentação e pouco rústico. Foi e ainda‚ empregado para melhorar a conformação, dar precocidade e aptidão de engorda aos carneiros em que faltam essas qualidades. A não ser em casos excepcionais de melhoramento, não deve ser recomendado para qualquer região deste pais.

Morada Nova
As raças primitivas de arietinos (ovinos descendentes do “Ovis aries”) parecem possuir genes para a produção de lã e genes para a produção de pêlos (ou fibras meduladas).Portanto as raças de formação mestiça, como o BORDALEIRO de Portugal, apresentam a possibilidade de gerar ovinos deslanados, quando os seus descendentes forem submetidos a uma seleção natural num ambiente impróprio para o desenvolvimento da lã, como é o caso do Nordeste brasileiro, onde o ambiente dificultou a disseminação dos ovinos portadores de uma capa de lã (velo), enquanto que favoreceu aqueles despojados dela (os deslanados) e portanto recobertos de pêlos.

Segundo Otávio Domingues, que pesquisou a origem dos deslanados do Nordeste, e que os denominou de DESLANADOS DE MORADA NOVA, estes formavam uma população descendentes do BORDALEIRO de Portugal, particularmente do BORDALEIRO CHURRO. Dessa maneira, tanto a variação genética com a ação seletiva do ambiente quente e seco do Nordeste agiram no sentido desfavorável a formação de lã, e favorável a multiplicação e vitoria dos indivíduos deslanados.

PADRÃO DA RAÇA MORADA NOVA :

ASPECTO GERAL – Animais deslanados, mochos, de pelagem vermelha ou branca; machos com 40/60 Kg; fêmeas adultas com 30/50 Kg.

CABEÇA – Larga, alongada, perfil sub-convexo, focinho curto bem proporcionado, orelhas bem inseridas na base do crânio e terminando em ponta; olhos amendoados.

PESCOÇO – Bem inserido no tronco, com ou sem brincos.

CORPO – Linha dorso-lombar reta, admitindo-se ligeira proeminência de cernelha nas fêmeas.
– Garupa curta com ligeira inclinação.
– Cauda fina e média; não passando dos jarretes.

MEMBROS – Finos, bem aprumados, cascos pequenos e escuros.

PELAGEM – De acordo com a variedade.
a)Variedade Vermelha – Pelagem vermelha em suas diversas tonalidades; cor mais clara na regiãio do períneo, bolsa escrotal, úbere e cabeça. A presença de sinais pretos não desclassifica. Pele escura, espessa, elástica e recoberta de pêlos curtos, finos e ásperos. Mucosa escura. Cauda com ponta branca.
b)Variedade Branca – Pelagem branca, sendo permissíveis mucosas e cascos claros. Pele escura, espessa, elástica e resistente.

APTIDÕES – Produção de carne e peles de alta qualidade. Ovelhas muito prolíferas.

ADAPTAÇÃO – Ovelhas muito rústicas que se adaptam às regiões mais áridas; desempenha importante função social fornecendo alimentos protéicos às populações rurais destas regiões.

Poll Dorset
Os ovinos primitivos dos condados de Dorset e Somerset, no sudoeste da Inglaterra, eram pequenos, rústicos, com chifres pequenos, membros longos, com lã branca e escassa, mas produtores de carne muito apreciada. Inicialmente, foram cruzados com Leicester e Southdown e posteriormente com Merino, seguindo-se um processo seletivo. O Dorset original é aspado, sendo denominado Dorset Horn na Inglaterra e simplesmente Dorset nos Estados Unidos. O atual Poll Dorset originou-se de uma mutação que ocorreu num plantel Dorsert puro de pedigree da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Após sete anos de pesquisa foi possível obter uma linhagem mocha e, em 1956 foram registrados os primeiros Poll Dorset no Continental Dorset Club.ASPECTO GERAL – Ovino produtor de carne, do tipo lã curta e branca, de tamanho médio, segundo o padrão atual, de corpo comprido e de excepcional conformação, que corresponde a uma carcaça de qualidade.

CABEÇA – Mocha, forte, denotando robustez. Perfil nasal retilíneo. A lã cobre a parte inferior da mandíbula, a nuca e parte superior da cabeça, formando um topete acima dos olhos e descendo em pequena quantidade pela parte lateral da cara, formando os canais lacrimais e deixando completamente livre os olhos. As orelhas, a parte frontal da cara e o nariz são cobertos de pêlos curtos, suaves e brancos. As mucosas nasais, pele entre as narinas, lábios e bordas das pálpebras devem ser rosados, livres de pigmentos pretos ou escuros. As orelhas são de tamanho mediano, implantadas horizontalmente, com o pavilhão voltado para a frente. Nuca e testa largas. Olhos brilhantes e bem separados entre si. São admissíveis estrias escuras nas pálpebras, bem como sardas pequenas na pele desprovida de lã e pelos, da cara e orelhas. A cara é larga e de comprimento mediano, com a extremidade do nariz e boca (morro) formando uma circunferência grande. Em qualquer parte da cabeça coberta de lã ou pêlos não é admissível pigmentos ou manchas pretas ou escuras.

PESCOÇO – De comprimento moderado, bem implantado no corpo, de modo a manter a cabeça levantada, bem acima da linha de lombo. Nos machos deve ser largo em com leve arco

PEITO – Profundo, largo e moderadamente prominente. Não deverá apresentar rugas na pele, babeiro na parte inferior.

CORPO – Típico do ovino produtor de carne moderno; comprido, profundo e musculoso. Dorso, lombo e anca formando um plano largo e comprido, desde a cruz até a inserção da cola. A anca é larga, comprida e musculosa, com pouquíssima inclinação entre as pontas das cadeiras (ílio) e as pontas das nádegas (ísquio). A cola é a de inserção alta e o sacro é nivelado com a linha dorso lombar. Paletas carnudas, bem afastadas, mantendo paralelismo entre si. As extremidades das paletas devem ser niveladas com a linha dorso-lombar e com a anca. Os quartos traseiros são musculosos, com entre pernas largo e profundo, com períneo comprido e perpendicular. As nádegas são musculosas e compridas, descendo até próximo aos garrões, proporcionando um traseiro pesado. O costilhar apresenta bom arqueamento e profundidade.

MEMBROS – Bem aprumados, com osso adequado ao desempenho da raça. As falanges (quartelas) devem ser curtas, fortes e bem posicionadas, os cascos bem formados e brancos. São admissíveis discretas raias pretas nos cascos. Casco totalmente preto é motivo de desclassificação. Os membros são cobertos de lã. Manchas escuras ou negras nos membros são consideradas defeitos graves.

PELE – Não deve ser muito solta. Deve ser suave, livre de grandes rugas, ser de cor rosada. Nas áreas desprovidas de pêlos e lã são admissíveis sardas de cor de café ou pigmentos negros, mas não são admissíveis manchas definidas negras ou escuras.

VELO – Muito branco, denso e livre de kemps e de fibras pretas ou escuras. Pesa de 2-3 Kg nas ovelhas, com rendimento ao lavado que

Rabo Largo
Animais de porte médio com cauda de base larga e ponta de lança. Deslanados ou com pouca lã. Chifrudos, (aspados) ou mochos. Machos adultos com 45/50 Kg; fêmeas adultas com 30/40 Kg.CABEÇA – Curta, de perfil retilíneo. Pode ser mocha ou com chifres, que devem ser médios ou longos. Mucosas claras ou escuras. Orelhas firmes e pequenas em forma cônica.

PESCOÇO – Forte, bem inserido no corpo. Podendo apresentar toalha.

CORPO
– Dorso reto.
– Garupa com boa camada de gordura subcutânea
– Cauda média e base larga com espessa camada de gordura (daí o nome da raça) e terminando em forma de lança (S caudal).

MEMBROS – Ossos finos, cascos claros ou escuros. Bons aprumos, sendo admissíveis os jarretes fechados, sem se tocarem.

PELAGEM – Vermelha, branca e suas combinações. Pêlos curtos ou médios, podendo apresentar resquícios de lã.

APTIDÕES – Produção de carne e pele.

ADAPTAÇÃO – Animais rústicos, bem adaptados as condições do Nordeste semi-árido.

Santa Inês
A raça Santa Inês vem sendo difundida em grande parte do Brasil tropical devido a sua rusticidade, produtividade e habilidade materna nos diversos climas brasileiros.Origem – é uma raça nativa do nordeste brasileiro. Por suas características e pela informação de técnicos e criadores que se interessam de alguma forma pelo estudo dos ovinos existentes na região, a raça Santa Inês teria resultado de cruzamentos alternados com as raças mais ânticas do nordeste – Morada Nova (vermelha e branca) Bergamácia e Criola.

Realmente, dadas características apresentadas pelo ovino Santa Inês correspondem a esse cruzamento, já que evidencia caracteres no seu porte, tipo de cabeça, orelhas e vestigem de lã do Bergamácio e a condição de deslanado da raça Morada Nova (vermelha e branca).

Características – o Santa Inês é um ovino deslanado de porte grande, apresentando peso corporal em torno de 80 kg para os machos e 60 kg para as fêmeas (animais adultos), troncos fortes, quartos dianteiros e traseiros grandes, ossatura vigorosa. nos machos são encontrados animais com mais de 100kg e fêmeas com mais de 80kg.

As fêmeas são ótimas criadeiras, parindo cordeiros vigorosos com freqüentes partos duplos, tem excelente capacidade leiteira, concorrendo para isso os aprumos correta e boa inserção de úbere. Tratando-se de um ovino de porte expressivo, é exigente em alimentação. É a ovelha indicada para ser criada nos ambientes de melhores recursos nutritivos.

Cabeça – tamanho médio, ausência de chifres, focinho alongado, perfil semi convexo, narinas proeminentes com mucosas pigmentadas (com exceção da variedade branca), boa separação entre os olhos.

Orelhas – tamanho médio, guardando uma inserção firme, um pouco inclinada, em forma de lança, carnuda e coberta de pelos acompanhando a cara e chanfro do animal.

Pescoço – bem inserido no corpo de tamanho regular algo alongado, com ou sem brincos.

Dorso – reto, podendo apresentar uma pequena depressão após a cernelha.

Garupa – levemente inclinada, sempre erguida por quartos fortes e bem postados.

Cauda – média (não passando dos jarretes).

Patas – de ossos vigorosos, acompanhadas de cascos escuros ou bancos, o que será correlatados com as mucosas nasais e órbitas oculares.

Pelagem – a raça é caracterizada por quatro pelagens assim descritas:

Brancas – com pelagem totalmente branca sendo permissível mucosa e cascos brancos, além de outros caracteres que denotam uma maior influência do sangue Bergamasco.

Chitada – caracteriza-se por uma pelagem branca com manchas pretas e marrom esparsas por todo corpo.

Vermelha – bastante comum nesta raça , pelagem totalmente vermelha, são características que denotam a influencia do sangue morada nova.

Preta – pelagem totalmente preta.

Aptidões – caracterisa-se como uma raça de duplo propósito para produção de carne e pele. Pelo seu porte e prolificidade (partos duplos). É Um ovino de carne, 80 a 100kg nos machos e 60 a 70kg nas fêmeas e uma pele grossa e vigorosa.

Somalis
ORIGEM – O Somalis pertence ao grupo dos ovinos de “garupa gorda”, originário do “corno da Africa”, região formada pela Somália e Etiópia, tendo como ancestral remoto o ovino Urial. O Somalis Brasileiro já se afastou bastante do tronco original, sendo mais prolífero, de garupa menos gorda e com alguma lã pelo corpo, o que sugere ter havido muita infusão de raças sem garupa gorda e com alguma lã.ASPECTO GERAL – Ovinos de porte médio, deslanados, mochos. Cabeça e pescoço negros ou pardos. Com anca e base da cauda gordas. Machos adultos com 40/60 Kg e fêmeas adultas com 30/50 Kg.

CABEÇA – Tamanho médio, perfil retilíneo, chanfro curto. Sem chifres (mochos). Orelhas curtas de forma cônica com terminação lanceolada. Olhos negros. Pelagem preta ou parda.

PESCOÇO – Curto, forte, bem inserido no corpo, de cor preta ou parda.

CORPO – Linha dorso lombar reta. – Garupa forte com boa cobertura de gordura; – Cauda curta, com densa camada de gordura na base, terminação afilada.

MEMBROS – Fortes, com aprumos corretos e boa cobertura muscular. Cascos pretos, podendo ser amarelados nos animais de cabeça parda.

PELAGEM – Branca, com cabeça e o pescoço pretos. Permissível a tonalidade parda nestas partes. Permissível a extensão da área escura até a base do pescoço e a metade da espádua. Animais velhos podem apresentar pêlos pretos ou pardos na área branca do corpo. Cabeça, pescoço, tronco e membros cobertos de pêlos curtos, admitindo-se a presença de lã em pequena quantidade.

APTIDÕES – Produção de carne e pele. Fêmeas prolíferas.

ADAPTAÇÃO – Animais rústicos, adaptam-se bem às condições climáticas da região semi-árida.

Texel
O Texel foi formado na Ilha de Texel na costa dos Países Baixos, no início do século XIX. O Texel mais antigo provavelmente era de uma variedade de ovinos de cauda curta. Animais importados, das raças Lincoln e Leicester Longwool, foram cruzados com o antigo Texel nos anos de 1800. As características da raça foram estabelecidas através de uma série de competições locais na Ilha, as quais selecionavam os melhores exemplares.A ênfase era dada para os ovinos que produzissem cordeiros pesados e com musculatura bem desenvolvida. Como o principal mercado para estes cordeiros era a Europa , onde o excesso de gordura nos cortes de carne era indesejável pelo consumidor, esforço significativo ocorreu para produzir uma carcaça com pouca deposição de gordura. Os primeiros animais Texel dos Estados Unidos foram importados pelo Centro de Pesquisa de Carne Animal Clay Center, NE em 1885. Atualmente, a raça Texel tem a cabeça e os membros cobertos por pêlos brancos sem lã. É caracterizada pela cara curta e larga com o focinho preto e orelhas pequenas Os cascos são pretos como o focinho. O peso do velo varia de 3,5 a 5,5 Kg.

CARACTERÍSTICAS

No aspecto geral os indivíduos são de tamanho médio, tendendo para grande, muito compactos, com massas musculares volumosas e arredondadas. Peso: Carneiros – 115 a 130 kg. Ovelhas – 75 a 80 kg. Cabeça: forte, larga ao nível do crânio, completamente livre de lã, e coberta de pêlos brancos, curtos e sem brilho. Mocha em ambos os sexos.

Olhos vivos e bem afastados. Orelhas grandes e inseridas altas, com a concha interna voltada para a frente e as extremidades levemente projetadas para a frente e um pouco acima da linha de inserção, livres de lã e cobertas de pêlos brancos, curtos e sem brilho. As mucosas nasais, lábios e bordos das pálpebras devem ter pigmentação escura, preferencialmente preta.

São admissíveis pequenas pintas de cor preta nas orelhas e pálpebras.

Pescoço:
Curto, musculoso, arredondado, bem inserido no corpo e sem estrangulamento na sua inserção com a cabeça. A pele do pescoço não deve apresentar rugas.

Corpo:
De estrutura maciça, não muito comprido conferindo bom porte e boa conformação corpórea. Dorso, lombo e garupa são largos e nivelados. Os quartos são grandes, com boa cobertura muscular e arredondados, com entrepernas profunda e jarretes bem afastados.

Visto de trás, a entrepernas e os jarretes dão a impressão de um “U” largo e invertido. A cauda é bem revestida de lã, devendo ser larga e de comprimento que não ultrapasse o jarrete. Membros anteriores e posteriores: são fortes e de comprimento proporcional ao corpo e com ossos de bom diâmetro. Possuem cascos pretos.

Velo e suas características:
Atinge peso médio de 5 kg. É denso, consistente e curto, cobrindo bem o corpo e o ventre, estando ausente na cabeça e membros, onde geralmente não atinge a altura dos joelhos e jarretes. As patas, nuca e cabeça são recobertos por pêlos finos de cor branca.

Lã e suas características:
O diâmetro das fibras de lã varia de 27 a 30 micrômetros, o que na Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja corresponde às finuras Cruza1 (lã proveniente de ovinos com finura de fibras de 56’s) e Cruza 2 (lã proveniente de ovinos com finura de fibras de 50’s). É branca e com rendimento ao lavado de 60%.

Características indesejáveis:
Presença de chifres, manchas ou fibras pretas no velo, malformações bucais, velos grosseiros, entre outros defeitos. Finalidade da raça: Produção de carcaças pesadas, bem conformadas, sem excesso de gordura. É raça utilizada como pai, produzindo cordeiros com boa qualidade de carcaça.

Características Produtivas:
Embora especializada para produção de carne, produz boa quantidade de lã. Raça rústica adequada para criação em sistema extensivo e semi extensivo, de carcaça.

Fonte: www.arcoovinos.com.br

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