Quais são as principais variedades de cajueiro e suas características?

emidie (CC0), Pixabay

Atualmente, existem 14 clones registrados no Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), autorizados para
comercialização, 12 pertencem à Embrapa. Entre estes, destacam-
-se:
Clone CCP 06: é indicado para uso como porta-enxerto,
pelo elevado percentual de germinação e compatibilidade com os
clones recomendados. A planta possui porte baixo, florescimento
e frutificação precoce; pedúnculo de cor amarela; e amêndoa com
peso médio de 1,6 g.
Clone CCP 09: é recomendado para o cultivo de sequeiro ou
irrigado em regiões litorâneas, para o mercado de caju de mesa ou de
amêndoa. A planta possui porte baixo; florescimento e frutificação
precoce; pedúnculo bastante doce, com baixo teor de tanino e de
cor alaranjada; castanha com peso médio de 2,1 g.
Clone CCP 76: é o mais plantado no Brasil, devido à adaptabilidade,
atratividade sensorial e qualidade do pedúnculo, e, por
isso, o preferido para o mercado de consumo in natura, e destina-se
também ao mercado de amêndoa; é recomendado para o cultivo
de sequeiro ou irrigado, no litoral e Semiárido do Ceará, Piauí, Rio
Grande do Norte e áreas semelhantes. A planta possui porte baixo;
florescimento e frutificação precoce; pedúnculo bastante doce,
com baixo teor de tanino e de cor alaranjada; e amêndoa com peso
médio de 1,8 g.
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Clone Embrapa 51: possui alta produtividade e destina-se ao
mercado de amêndoa, sendo também comercializado no mercado
de pedúnculo in natura; é recomendado para o cultivo de sequeiro
ou irrigado, na região litorânea e áreas de transição, no Nordeste
setentrional. A planta é vigorosa; possui porte médio; florescimento
e frutificação precoce; pedúnculo de cor vermelha; e amêndoa com
peso médio de 2,6 g.
Clone BRS 189: possui o maior pedúnculo e, por isso, é
recomendado preferencialmente para o mercado de fruto de mesa,
podendo ser aproveitado para a produção de amêndoa. É indicado
para o cultivo de sequeiro ou irrigado. A planta possui porte baixo,
florescimento e frutificação precoce; pedúnculo de cor vermelha; e
amêndoa com peso médio de 2,1 g.
Clone BRS 226: destina-se à produção de amêndoa e é
recomendado para o Semiárido do Piauí e áreas semelhantes, especialmente
para áreas de ocorrência de resinose, por ser resistente
à doença. A planta possui porte baixo; florescimento e frutificação
precoce; pedúnculo de cor alaranjada e amêndoa com peso médio
de 2,7 g.
BRS253 ou BRSBahia12: destaca-se pela elevada produtividade
de castanha e é recomendado para o cultivo em sequeiro, na região
baiana de Ribeira do Pombal e áreas semelhantes. A planta possui
porte médio; florescimento e frutificação precoce; pedúnculo de
cor vermelha; e amêndoa com peso médio de 2,7 g.
BRS 265: destaca-se pela qualidade da castanha/amêndoa
e é recomendado para o cultivo em sequeiro, no litoral do Ceará
e áreas semelhantes. A planta possui porte baixo; florescimento e
frutificação precoce; pedúnculo de cor vermelha; e amêndoa com
peso médio de 2,6 g. É suscetível à antracnose.
BRS 274: é o único clone de cajueiro-comum, cultivado para
a produção de amêndoa ou de pedúnculo para suco, em regime de
sequeiro. Destaca-se pelo maior tamanho da amêndoa, classificada
como superior. A planta possui porte médio; florescimento e frutificação
precoce; pedúnculo de cor avermelhada; e amêndoa com
peso médio de 3,5 g.
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BRS 275: híbrido entre os tipos comum e anão-precoce
recomendado para a produção de amêndoa e pedúnculo para
suco. A planta possui porte médio; é menos precoce quanto ao
florescimento, frutificação; pedúnculo de cor alaranjada; e amêndoa
com peso médio de 3,1 g.

Fonte: http://mais500p500r.sct.embrapa.br