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Zoetis e Universidade Federal de Pelotas se unem no combate ao carrapato

17/11/15 – 15:58

Parceria cria Programa de Controle de Carrapatos com o objetivo de combater o parasita o ano todo

A Zoetis, companhia global de saúde animal, e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) criaram juntas um Programa de Controle de Carrapatos com o objetivo de oferecer ao produtor uma solução mais eficaz no combate ao parasita.

“Em épocas quentes o carrapato se prolifera rápido e infesta o gado, tornando-se umas das maiores preocupações dos pecuaristas. Uma das dificuldades em exterminar este parasita é que, com o passar do tempo, ele acaba criando resistência a certos componentes. Por isso, a Zoetis criou um protocolo com princípios ativos diferentes, para retardar este processo e ajudar o pecuarista a combatê-lo antes que o animal já esteja infestado e doente”, afirma o professor de Doenças Parasitárias da Universidade de Pelotas e Doutor em sanidade animal, Sérgio Silva da Silva, que acompanhou de perto o experimento.

Uma pesquisa iniciada em outubro de 2013 até o mesmo mês de 2014 na Fazenda Tapera da Esperança, no município de Piratini (RS), com histórico de infestação por carrapatos típicos da região, atestou a eficiência do programa e dos produtos desenvolvidos pela Zoetis.

Em um período de 197 dias, 78 animais foram divididos em três grupos diferentes, sendo que o primeiro, denominado T1, foi tratado com medicamentos convencionais para carrapatos, e o segundo, chamado T2, usou o protocolo da Zoetis que incluía produtos como Tackzuron®, Dectomax® e Treo Ace®. Já o último grupo, o T3, também seguiu um protocolo da marca com aplicações de Tackzuron®, Cydectin® e Onyx®.

“O Tackzuron®, usado nos tratamentos T2 e T3, possui como princípio ativo o Fluazuron, que inibe o parasita de produzir quitina – semelhante à queratina –, uma das principais substâncias que permite o carrapato de se desenvolver e  reproduzir”, explica Pablo Paiva, Gerente de Produto da Linha de Antiparasitários e Vacinas Clostridiais para a Unidade de Negócios Bovinos da Zoetis.

Após receberem os medicamentos, formaram-se grupos com 13 animais cada, espalhados em diversas áreas do campo, para evitar o risco de algum grupo se beneficiar – pois há partes da fazenda que podem apresentar uma quatidade maior ou menor do parasita. O gado passou por avaliações quinzenais durante os doze meses de pesquisa.

“A pesquisa mostrou que o grupo T1 foi o que ganhou menos peso, apenas 42,31 kg no período avaliado, enquanto o grupo T2 ganhou 73,78 kg e o T3 75,61 kg. Esse aumento de peso nos grupos T2 e T3 reflete em lucro ao pecuarista, que foi calculado no momento da pesquisa em cerca de R$ 6,2 mil”, conta o professor.

Os resultados finais do projeto foram animadores. Os grupos T2 e T3 ficaram com cerca de 12 vezes menos chance de se infestar com o parasita. Visando máxima eficácia, o tratamento deve ser feito anualmente de setembro a maio, desta forma o produtor consegue controlar as infestações por carrapatos em poucos anos, mantendo os campos cada vez mais descontaminados e obtendo melhor desempenho do gado.

 

Agrolink com informações de assessoria