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Vírus NPV é solução biológica contra Helicoverpa, aponta especialista

15/12/14 – 13:01
“Os bioinseticidas produzidos a partir de baculovírus têm sido bastante eficientes no controle de pragas agrícolas, sendo capazes de causar a morte dos insetos entre quatro a sete dias após a infecção”. A afirmação é de Maria Elita B. Castro, Doutora e pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen).

“Em 1970, um primeiro bioinseticida à base do baculovirus HzSNPV foi registrado comercialmente (Virion-H, Biocontrol-VHZ, Elcar) e amplamente usado para controle da praga do algodão nos Estados Unidos. O HaSNPV, isolado em 1975, também foi usado com sucesso por mais de 20 anos no controle da H. armigera em algodão e outras culturas na China. Outros produtos, principalmente a partir de bactérias entomopatogênicas, têm sido registrados como bioinseticidas e usados no controle da praga”, lembra a especialista.

Ela destaca, porém, que o surgimento de resistência dos insetos a diversos inseticidas vem mostrando, cada vez mais, a “necessidade do uso de táticas combinadas no sentido de reduzir a chance de sobrevida desses insetos […] Diante dessa situação, instituições e empresas públicas e privadas, incluindo fortemente a Embrapa, vêm promovendo ações emergenciais envolvendo pesquisadores e especialistas no assunto, com vistas ao desenvolvimento tecnológico de bioinseticidas eficazes para o combate da praga”.

“A produção de baculovirus em larga escala tem sido feita em sistemas in vivo utilizando insetos, pelo fato de serem patógenos obrigatórios que requerem, para sua multiplicação, a presença do hospedeiro original. De forma resumida e simples, a tecnologia para produção de baculovírus em uma biofábrica, consiste basicamente da criação massal do inseto hospedeiro, seguida da infecção e multiplicação viral. Essas etapas devem ser cuidadosamente controladas e monitoradas para manutenção das condições adequadas de criação dos insetos (temperatura, umidade e luminosidade) e para evitar a contaminação com microrganismos indesejáveis”, conclui.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems