Viabilidade Econômica

A caprinocultura sempre foi rotulada pela sociedade como “coisa de pobre”, e geralmente era explorada em regiões mais pobres, principalmente no Nordeste Brasileiro. Atualmente com a expansão do mercado leiteiro e o conhecimento das característivas qualitativas do leite de cabra, esse setor ganhou novos horizontes. De acordo com Fonseca (2005), a caprinocultura está apresentando um ciclo de crescimento mundial. E dentro desse contexto, projeta-se uma multiplicação de cinco vezes o rebanho brasileiro atual, para os próximos vinte anos.

A exploração caprina também tem gerado interesse nos produtores da região Sul. Apesar de ser pouco expressivo, o rebanho caprino dessa região está estruturado em associações de criadores, utilizando técnologia, assistência técnica e insumos modernos, voltados principalmente para a produção de leite e seus derivados.

Segundo dados da Embrapa, a produção nacional diária de leite de cabra é de 22.000 litros, sendo a produção mensal de 660.000 litros e a produção anual de 7.920.000 litros. O potencial de demanda, mesmo se considerado que a clientela para o leite de cabra é formado por um público diferenciado é, com certeza, o dobro destes valores de produção, havendo, portanto, um déficit de oferta de 22.000 litros de leite por dia.

A região Sudeste se destaca como a maior produtora de leite do Brasil (12.000 litros/dia – 54,6% do total). E o Nordeste figura na outra metade da fatia da produção de leite (10.000 litros/dia – 45,4% do total).Como pode-se observar a região Sul nem é mencionada nas estatítisticas da produção de leite. Mesmo assim, a atividade se desenvolve de forma substancial nessa região. Não há dados oficiais para o Rio Grande do Sul, mas estima-se que a produção é de 250.000 litros por ano.

O leite de cabra aos poucos vai gerando emprego e renda nas propriedades rurais. O mercado está subdividido em venda de leite fluído (93%), venda de leite em pó (4%) e venda de queijos, doces e iogurtes (3%). O preço médio do leite in natura adquirido dos produtores é de R$ 0,70 e o leite pasteurizado chega aos varejistas com o preço médio de R$ 1,30 e chega aos consumidores a um preço médio de R$ 1,80.

No Rio Grande do Sul o preço médio pago ao produtor é de R$ 1,05 ao litro. E o preço final do leite longa vida é de R$ 4,50 ao litro. O principal fator de elevação do produto final é a logística, pois a quantidade transportada geralmente é pequena e o frete torna-se caro.

Fonte: http://projetosmultidisciplinares.pbworks.com/Viabilidade+Econ%C3%B4mica