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Usina de etanol à base de batata-doce começa a funcionar no Tocantins

24/03/2015

Etanol

Após 12 anos de pesquisa e de vários testes, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) construiu uma usina de álcool feita a partir do processamento da batata-doce. A inauguração foi na manhã desta segunda-feira (23), em Palmas, e é resultado de um convênio da universidade com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

O projeto para a implantação da usina nasceu em 1996, através de um projeto de pesquisa elaborado pelo professor Márcio Antônio da Silveira, com um investimento inicial de R$ 20 mil, feito pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Hoje, o projeto conta com um aporte financeiro de R$ 1,2 milhão e envolve em média 44 profissionais, sendo 25 doutores, nove alunos de mestrado e dez acadêmicos de graduação.

O coordenador do projeto, o doutor em biologia Fabiano Souza, explicou que a usina vai funcionar como um laboratório para vários cursos da UFT e como uma vitrine tecnológica para os pequenos e médios produtores rurais. “O projeto foi montado com a intenção de atender justamente os pequenos e médios produtores, visto que os grandes produtores é que são responsáveis por esta rota etílica no país, porém ela é produzida pela cana-de-açúcar e hoje a gente tenta incorporar a batata-doce como matéria-prima para os pequenos e médios produtores”.

A capacidade total da usina é de três mil litros de etanol por dia, mas esta não será a única produção. Além do etanol, vão ser produzidos a glucose, álcool em gel e ração animal. “É um programa que não só produz álcool, pode produzir açúcar, farinha, amido, CO2. Para se ter uma ideia dentro da Amazônia não temos uma fábrica de CO2. O CO2 utilizado nas fábricas de refrigerantes, vem de São Paulo”, destacou o reitor da UFT Márcio da Silveira.

Fonte: Portal G1