Trigo

Trigo: atenção para a giberela no enchimento e floração

16/10/2017

A Embrapa informou que as lavouras de trigo no estado Rio Grande do Sul encontram-se em 60% na fase de enchimento de grãos e 15 na floração. Para este momento, a estatal de pesquisa agropecuária alerta para as doenças fúngicas de espiga, que são favorecidas em função de um clima quente e úmido. Uma das principais ameaças às lavouras é a giberela.

De acordo com a Embrapa, o uso de fungicida na primavera é uma ferramenta importante para estabilizar a produção. Atualmente, existem 79 produtos registrados para tratamento da parte aérea do trigo, mas a recomendação da estatal é aplicação de fungicidas a base de triazóis e estrubirulinas. Por outro lado, é preciso ter cautela nas aplicações, como ressalta o pesquisador da Embrapa Trigo Flávio Santana.

“Estamos observando que as lavouras com menor número de aplicações têm mostrado melhores resultados no rendimento, com diferença de até 500 quilos por hectare no trigo. Isso ocorre porque o monitoramento da lavoura propicia resultados mais efetivos no controle de doenças, enquanto que aplicações de fungicida seguindo um calendário, que considera apenas o estádio de desenvolvimento da planta, podem resultar em intervenções quando a planta não apresenta sintomas ou o atraso no controle quando a doença já está instalada”.

Uma forma de economiza, segundo Santana, é o monitoramento. “O preço do fungicida gira em torno de 80 reais por hectare. Neste contexto uma aplicação faz diferença no bolso”, avalia o pesquisador. Uma medida considerada simples pelo pesquisador é avaliar 10 plantas por área homogênea (cultivar, baixadas, encostas), incidência que define a necessidade da intervenção na lavoura.

O processo de aplicação com clima favorável é um dos fatores que mais influencia a aparição de doenças. Para o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, a primavera de 2017, especialmente na etapa final, não deverá ser marcada com excesso de chuva. “Podemos ter grandes quantidades de chuva concentradas, pois esses eventos são comuns na nossa primavera, mas não deverão ocorrer muitos dias consecutivos com chuva interrupta como observado no começo do inverno”, prevê Cunha.

Fonte: Agrolink