Tratameto Fitossanitário do Laranjal

Tratamento Sanitário:
Tratos culturais adequados (para equilibrio populacional entre pragas x inimigos naturais), idade das plantas no pomar (até 4 anos exige aplicação de químicos), inspeção periodica do laranjal (verificar presença de pragas, grau de infestação, presença de inimigos) aplicações de químicos em focos, periodo do dia a efetuar tratamento, dentre outros, são procedimentos imprescindiveis para eficiência do controle de pragas/doenças.

Pragas:

Inumeras pragas atacam a laranjeira a saber:

Acaros: da falsa ferrugem, das gemas e da leprose e que podem ser controlados com produtos a base de enxofre, de quinometionato e de dicofol.

Coleobrocas: que podem ser controladas com fosfina pasta, paratiom, DDVP em injeção (orifício do caule).

Pulgões: controlados com paratiom ou acefato ou pirimicarb.

Mosca-das-frutas: controlar com fentiom ou tricloform ou malatiom.

Cochonilhas: de placas (Orthezia), de escamas (farinha, virgula) cabeça-de-prego, são controladas por aplicação de oleo mineral + inseticidas fosforados (paratiom, malatiom, diazinom).

Na Bahia as pragas mais importantes sâo:

Broca-da-laranjeira: Cratosomus flavofosciatus (Guerim, 1844) Coleoptera, Curculionidae.

O adulto é besouro com forma convexa, tem 22mm. de comprimento e faixas e manchas amarelas no dorso; a fêmea faz orifício no tronco da planta e aí deposita um ovo. Eclodindo o ovo libera larva (lagarta) volumosa, esbranquiçada e sem patas que broqueia o tronco e ramos grossos abrindo galerias longitudinais. Os sinais de ataque são galerias e orifícios que expelem serragem em forma de pelotas.

Controle:

  • Limpeza do(s) orifício(s) e destruição mecanica (com arame da larva).
  • Desobstrução do orifício e aplicação através dele de fosfina pasta (1cm.) ou de paratiom metil (2cm3.) em injeção. Vedar orifício com argila ou cera-de-abelha. Iniciar controle logo que apareça serragem no solo.
  • Plantio no pomar (evitar excesso de população) da planta Maria Preta que atrai os besouros. Capturar o inseto na Maria Preta e exterminá-lo.

Cochonilhas: Cabeça-de-prego: Chrysomphalus ficus (Ashmead. 1880)

Escama farinha: Pinnaspis aspidistrae (Signoret, 1869)

Escama virgula: Mytilococcus beckii (Newman, 1869) Homoptera, Diaspididae.

De placas: Orthezia praelonga (Douglas, 1891), Homoptera, Ortheziidae.Todas alimentam-se da seiva da laranjeira e podem eliminar secreções açucaradas que atraem formigas e fungos (fumagina).

Cabeça-de-prego: inseto provido de escama circular, cor violácea escura, que ataca folhas e frutos.

Escama farinha: inseto com carapaça alongada que vive no tronco, haste e folhas que tomam aspecto esbranquiçado.

Escama vírgula: carapaça de forma em vírgula, cor marrom claro, vivendo em folhas e frutos.

De placas: corpo provido de placas ou laminas cereas, esbranquiçadas, com cauda alongada (ovisaco); vive em folhas e ramos.

Controle:

  • Capinar sob-copa da planta e aplicar aldicarb a 1,5cm. de profundidade no solo; pulverizar plantas infestadas com fosalone ou dicrotofos para a cochonilhas de placas.
  • Para as outras escovar tronco e ramos e aplicar calda, contendo óleo mineral e inseticidas dimetoato ou malatiom ou metidatiom.

OBS: não misturar enxofre e óleo mineral, não aplicar óleo em horas quentes do dia e sobre frutos com menos de 5cm. de diâmetro e a menos de 50 dias de colheita.

Doenças:

Estiolamento: (Damping-off) – Sementeira (fungos). Sementes apodrecem sem germinar plantas novas ficam amareladas (colo apodrecido), tombam e morrem.

Controle: aplicação de PCNB (regar superfície de canteiro com 2 l. de calda/M2), ou aplicar benomyl ou quintozene preventivamente, semeando-se 48 horas depois.

Verrugose: Sementeira e viveiro (fungo). Lesões em folhas e brotos impedem o crescimento apical da planta; afeta alguns porta enxertos.

Aplicar benomyl, logo no aparecimento dos sintomas; 15 dias após aplicar mancozeb ou oxicloreto de cobre.

Gomose: Pomar (fungo). Afeta casca e parte externa do lenho nas raízes, tronco (colo) e até ramos. A região afetada apresenta goma marrom; planta pode morrer. Pulverizar com Fosetyl ou Metalaxil em intervalos de 20 dias; raspar parte doente e pincelar com pasta bordalesa.

Melanose: Pomar (fungo). Pequenas lesões arredondadas, coloração escura, recobrem grandes áreas de frutos, folhas e ramos. Podar galhos secos e pulverizar, pós florada, com benomyl ou oxicloreto de cobre.

BIBLIOGRAFIA:

Embrapa/CNPMF – Cruz das Almas/Ba.
Instruções práticas para cultura de Citrus
Circular Técnica nº 7. Out. 1985

Instruções práticas para o cultivo de Citros
Circular Técnica nº 7, Out. 1993

Manual de manejo integrado de pragas do pomar citrico
Brasília/DF, 1982

Citros em Foco: nº 42 (dez, 91) nº 18 (jun, 91),
nº 43 (dez. 91), nº 62 (set. 92), nº 62 (set. 92).
Comunicação Técnica nº 34 (out. 93)
Práticas Culturais em Pomar de Citros
Circular Técnica nº 16 (jul. 92).

EPAMIG – Belo Horizonte/Minas Gerais
Citricultura – Renovação Tecnologica
Informe Agropecuário nº 52 (abr. 79).

EPABA – Salvador/Bahia
Instruções práticas para o cultivo de frutas tropicais
Circular Técnica nº 9 (nov. 1988).

Fonte: http://www.seagri.ba.gov.br/Laranja.htm#Tratamento%20Sanit%C3%A1rio