Milho

Tocantins amplia área reservada ao plantio de milho

04/10/12

Este ano, a produção de milho no País tem tomado novos rumos e no Tocantins não é diferente. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que no Estado a área destinada ao plantio de milho cresceu 44.5% no ano de 2012, o que faz com que o Tocantins seja considerado um dos Estados brasileiro que mais aumentou áreas destinadas a este cultivo.

Atualmente, a cultura de milho no Tocantins ocupa o terceiro lugar, ficando atrás da soja e do arroz. O plantio acontece em duas etapas no ano, em outubro e novembro, referente à primeira safra, e de fevereiro a março, sendo a segunda colheita. Normalmente, a produção do milho acontece nos intervalos do plantio de cereais, no início do período chuvoso, e a segunda etapa, após o plantio de soja.

Segundo o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (FAET), Sani Naimayer, esse crescimento se deve ao interesse dos produtores na oportunidade de exportação ao mercado externo. “O Tocantins tradicionalmente não é produtor de milho, se planta milho ou pela rotação de cultura ou pela análise de mercado para vê se é compensatório plantar ou não. O aumento na plantação, é uma expectativa de mercado externo”, ressalta.

O cenário da produção de milho no Brasil vem mudando, este ano, por exemplo, dois países de peso no mercado internacional, Estados Unidos e China, entraram na disputa pelo milho brasileiro. A Secretaria de Comercio Exterior do Ministério do Desenvolvimento registrou no mês de agosto um recorde nas exportações nacionais de milho, uma quantia de 2, 7 milhões de toneladas. Uma queda superior a 100 mil toneladas na safra dos EUA, fez com que pela primeira vez o país importasse do Brasil, e só no mês de agosto importou 44 mil toneladas do produto.

O milho é um produto importante no setor agrícola, já que permeia por todas as áreas da cadeia comercial de grãos. Além do consumo humano, o milho é usado da fabricação de ração animal e na produção de biocombustível, o que promove um equilíbrio na cadeia comercial agrícola, como observa Naimayer. “O milho aqui é bastante usado na produção de ração, para frango, suínos e gado. Se a produção do grão não suprir a necessidade interna, o preço da ração aumenta, consequentemente o consumidor verá o aumento não só nos derivados do milho, mas também nas carnes”, afirma.

Atualmente, o milho produzido no Estado, mantém a cadeia interna e é exportado para a região Nordeste do País, segundo dados da coordenadoria de desenvolvimento Vegetal do Estado.

Assessoria de Comunicação do Sistema FAET
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