Pecuária

Tifton 85 irrigado diminui período da seca

Pastagem é indicada para animais com hábito de pastejo baixo, como ovinos, equinos e bovinos, além de permitir utilização de água não potável

Kamila Pitombeira
15/06/2011

Muito utilizado por produtores na criação de ovinos, que têm hábito de pastejo baixo, o Tifton 85 facilita o manejo na hora da alimentação desses animais. No entanto, para verificar a viabilidade econômica do pasto Tifton 85 irrigado, está sendo realizada uma pesquisa, da qual participa a agrônoma Tânia Luísa Maldaner, pós-graduanda da Universidade de Brasília (UNB). Segundo ela, o motivo para a utilização desse pasto no Distrito Federal, por exemplo, é porque a região conta com seis meses de seca e seis meses de chuva.

— A vantagem do Tifton é a diminuição do período da seca. Com isso, podemos utilizar uma área que, com uma seca normal, seria muito maior. Já com a irrigação, podemos diminuir essa área e utilizar água que não seja potável. Um exemplo seria a água de suinocultura que os produtores usam para fazer fertirrigação — afirma a pós-graduanda.

De acordo com ela, a implantação do sistema foi feita, a princípio, em uma área de Integração Lavoura-Pecuária. Primeiramente, foi feito o plantio do capim, onde uma área de 2 hectares foi dividida em duas áreas menores. Na primeira, foram jogadas 12 toneladas de mudas por hectare. Na segunda, seis toneladas de mudas por hectare.

— Foi feita a grade niveladora para incorporação e adubação. Em seguida, foi plantado o milho com espaçamento de 1m entre linhas, com 600 mil plantas por hectare. Logo depois, foi passado o rolo compactador. Como o milho estava com quatro folhas, foi feita a cobertura com nitrogênio. Depois disso, foi feita a silagem na primeira área de milho e, na segunda, foi colhido o milho em grão. Logo depois, o que sobrou foi o capim, que demorou a fechar e foi o que tinha feito o milho grão — explica Tânia.

Ela diz que o principal cuidado que se deve ter é com a irrigação. Para analisar esse aspecto, foi usado na pesquisa um aparelho chamado irrigômetro, que indica a hora e quando deve-se irrigar a cultura.

— Além disso, fizemos ainda a rotação do pasto. Estou fazendo o experimento com entrada em 20cm e saída com 2cm de altura. Então, tenho que ficar monitorando a entrada e a saída dos animais nos piquetes — conta a pós-graduanda.

Ela informa que o custo de implantação do projeto, sem adubação e somente com o milho e o capim, foi de R$ 4.572,60. Já o custo de manutenção, ficaria em R$ 3.787,50 por ano. Com relação à irrigação, Tânia afirma não ter dados, pois ela foi patrocinada por uma empresa.

— O Tifton já vem sendo utilizado por produtores. Inclusive na minha propriedade eu utilizo o produto, já que ele serve tanto para ovinos, quanto para equinos e gado, principalmente gado de leite — conclui.

Para mais informações, basta entrar em contato com a UNB através do número (61) 3107-3300.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=24547&secao=Pacotes%20Tecnol%F3gicos&c2=Outros