Máquinas e Implementos Agrícolas

Tecnologia visa pequenos produtores

06/05/2014

Os equipamentos voltados para a agricultura de precisão ganharam destaque na 21ª Agrishow – maior feira de tecnologia agrícola da América Latina – encerrada na última sexta-feira (02) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Economia de insumos como adubos e sementes, plantio equalizado, ganho de produtividade e maior controle da produção então entre os benefícios deste sistema que, em alguns casos, pode trazer economia de até 18% ao produtor rural. As máquinas são conectadas a sinais de satélite e as áreas equacionadas através de GPS, aos quais o produtor mantém acesso via smartphone.

“A agricultura de alta precisão é a novidade mais demandada pelos produtores. Estamos trabalhando para transferir essa tecnologia a todos os portes. Aos pequenos, o que é novidade nem sempre é o mais comum. Apesar da disponibilidade de inovações, ainda fazemos o trabalho de orientar com relação a espaçamento, adubação, análise de terra, entre outros”, afirmou o presidente da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus), do Estado de são Paulo, José Vicente da Silva, ao DCI.

O supervisor de desenvolvimento de Produtos para Agricultura de Precisão da Tatu Marchesan, empresa de implementos agrícolas sediada em Matão (290 km de São Paulo), João de Freitas, acredita que a expansão destes processos deve ser rápida, visto que algumas máquinas não apresentam muita diferença de custo quando comparadas aos equipamentos comuns. “O preço é definido de acordo com o tamanho e a necessidade do produtor, mas já vemos no mercado produtos precisos com valores apenas entre 10% e 15% superiores em relação aos normais”, disse.

Dentre os lançamentos na linha de alta precisão, Freitas destacou uma máquina evita duplicidade de grãos em um mesmo espaço para plantio. “Este tipo de equipamento é muito utilizado para os plantadores de soja e pode gerar uma economia de até 18% ao agricultor”, enfatizou. “Para desenvolver estes produtos, pegamos a velocidade de deslocamento do GPS e colocamos exatidão nas medidas do maquinário, na tentativa de corrigir todo o solo e atingir os maiores níveis de produtividade possíveis”, completou o supervisor.

O presidente da fabricante norte-americana de tratores e colheitadeiras John Deere, Paulo Hermmann, disse que a empresa recebeu US$ 100 milhões em desenvolvimento de tecnologias. A companhia liderou as vendas de colheitadeiras em 2013, com participação de 36,6% no mercado, número superior aos 35,5% registrados em 2012.

“O Brasil é o segundo mercado mais importante para a John Deere, perde apenas para os Estados Unidos”, afirmou. Segundo Hermmann, nos últimos anos foram destinados mais de US$ 2 bilhões ao País. As novidades deste ano foram as colheitadeiras da Série S, com redução em 17% no consumo de combustíveis e mais 15% na produtividade.

A Massey Ferguson, líder do mercado nacional de tratores em 2013 – com 24,4% de participação – lançou, além das linhas de maquinário, um recurso de suporte aos clientes que possuem produtos com tecnologia de precisão, o Fuse Conect Center. O diretor de marketing, Alfredo Jobke, disse que os programas de investimentos previstos para este ano e para os próximos cinco permanecem inalterados.

“No ano passado tivemos tudo positivo, já em 2014 vimos uma redução no mercado como um todo, mas manteremos um posicionamento otimista para nossos lançamentos”, enfatizou.

Na segunda posição do ranking de tratores para o Brasil, a New Holland destacou uma redução entre 5% e 10% no mercado em geral, mas ainda mantém metas positivas. “Enxergamos 2014 como um ano de ajustes, após um adiantamento de negócios ocorrido em 2013. Atualmente, temos um terço do mercado de colheitadeiras e se nossos produtos não vão para a demanda brasileira, vão para exportação” disse o vice-presidente, Alessandro Maritano.

Na feira, a companhia lançou linhas de tratores e enfardadoras, com apostas na recuperação do setor sucroenergético.

Fonte: DCI – Diário do Comércio & Indústria
Autor: Nayara Figueiredo