Suinos

Uso da cevada na alimentação dos suínos

Uso da cevada na alimentação de suínos

O teor de proteína bruta da cevada é superior ao do milho e inferior ao do trigo, sendo de pior qualidade e menos digestível. Um dos problemas relacionados com a qualidade da proteína da cevada está no fato de que as características exigidas para a indústria de malte e cerveja, que são preferenciais nos programas de melhoramento, são opostas às exigidas para a nutrição animal. O teor de energia é ligeiramente inferior ao do trigo e em torno de 10% inferior ao do milho, tendo também menor digestibilidade devido ao teor mais alto de fibra.
A inclusão de níveis elevados de cevada em dietas para suínos pode ser limitada pelo seu teor de fibra bruta, e exige normalmente a suplementação da energia.
Em pesquisas realizadas pela Embrapa Suínos e Aves (Fialho et al, 1992), onde a cevada substituiu em vários níveis o milho, em dietas com farelo e óleo de soja, concluiu-se que, para suínos em crescimento, um acréscimo de 20% na inclusão de cevada reduz em 19,5% a inclusão de milho, em 1,0% a inclusão de farelo de soja e aumenta em 1,0% a inclusão de óleo de soja. Para suínos
em terminação, um acréscimo de 20% na inclusão de cevada, reduz em 21,2% a inclusão de milho, em 1,2% a inclusão de farelo de soja e aumenta em 1,2% a inclusão de óleo de soja. Observou-se também que a inclusão de até 80% de cevada em substituição ao milho não causou diferenças no desempenho dos animais, desde que os níveis de energia digestível fossem mantidos. A cevada
pode ser usada em até 10% para a fase inicial e livremente para as demais fases, levando-se em conta o teor máximo de fibra e os valores nutricionais exigidos.
Existe a possibilidade de se retirar a casca da cevada através de polimento, obtendo-se um produto com menor teor de fibra e maior concentração de nutrientes, sendo, entretanto, pouco comum e limitado pelo custo.
O fungo Fusarium, ou Giberella na forma sexuada, pode atacar a cevada ainda no campo, e pode produzir micotoxinas, em condições favoráveis de úmidade e temperatura. A presença de grãos giberelados pode ser indicativo da presença de micotoxinas, sendo recomendado a sua remoção do produto, através dos equipamentos de limpeza.

Fonte: http://www.suinoculturaindustrial.com.br/PortalGessulli/AppFile/Material/Tecnico/alimentosuino.pdf