Suinos

Castração sem cirurgias

Bastante utilizada no Brasil, a castração de suínos através da vacinação apresenta benefícios tanto para o suinocultor quanto para o animal. Tal método pode substituir a castração cirúrgica, evitando a ocorrência de artrites e diarréias e o uso de antibióticos. Segundo Evandro Poleze, gerente de Produto da Unidade de Negócios Suínos da Pfizer Saúde Animal, o uso de uma vacina oferece melhoria da qualidade da carne pela eliminação do odor, proporciona aumento na lucratividade do produtor, além de atender às demandas do consumidor moderno – como bem-estar animal, ausência de resíduos na alimentação e menor contaminação ambiental.

Poleze explica que a vacinação permite que os machos cresçam com seu potencial natural de crescimento. Na terminação, segundo ele, os animais têm melhor conversão alimentar e ganho de peso diário superior e no frigorífico, os animais castrados imunologicamente têm maior proporção (%) ou peso (kg) de carne magra e maior uniformidade do que os animais castrados pelo método cirúrgico. A Pfizer, que produz a vacina Vivax, teve sua tecnologia testada e aprovada pelo Centro de Tecnologia de Carnes do Instituto de Tecnologia de Alimentos (CTC/Ital). “O retorno sobre o investimento é garantido, pois o método de castração com a vacina impacta positivamente em toda a cadeia de produção de suínos”, diz o gerente.

Brasil- De acordo com Poleze, somente no Brasil, desde seu lançamento em 2007, mais de 9 milhões de suínos machos foram submetidos à castração imunológica com a vacina Vivax, abatidos e comercializados no País. “Este número que representa aproximadamente 50% de todos os machos abatidos em um ano no mercado brasileiro”, pontua. Poleze explica que a vacina é injetável, devendo ser administrada por via subcutânea na base do pescoço, imediatamente atrás da base da orelha. “Os suínos machos inteiros devem receber duas doses administradas com intervalo de 4 semanas”, afirma. “O resultado é uma castração imunológica ou imunocastração temporária, a qual perdura por até 8 semanas após a segunda dose”.

Redação Suinocultura Industrial