Suinos

Suíno Vivo: Cotação sobe no RS e PR, mas custos ainda pressionam

Publicado em 23/05/2016

A cotação do suíno vivo no mercado independente encerrou nesta segunda-feira (23) registrando aumento de preços no Rio Grande do Sul e Paraná.

No mercado gaúcho, a bolsa de suínos da Acsurs (Associação dos Criadores e Suínos do Rio Grande do Sul), informou alta de R$ 0,14 na referência da semana, passando de R$ 3,30/kg para R$ 3,44/kg. Essa é a terceira valorização semanal, após um longo período de queda.

No Paraná o avanço foi de R$ 0,02 no quilo do animal vivo, conforme indicou a APS (Associação Paranaense de Suínos). Assim, a referência semanal saiu de R$ 2,81/kg para R$ 2,83/kg.

Em São Paulo, embora a bolsa de suínos ainda não tenha divulgado o resultado desta semana. A APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos) já indicou vendas acima da referência. Para Itu (SP) foram comercializados 160 suínos a R$ 70,00/@ nas condições bolsa, enquanto que o valor de comercialização estava entre R$ 65,00 a R$ 67,00/@.

Custos

Apesar da melhor relativa nas cotações, as altas significativas na saca do milho têm deixado os suinocultores de todo o país em situação dramática.

De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (20) pelo CIAS (Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa) o custo de produção do suíno voltou a subir em abril, depois de registrar queda em março.

O ICPSuíno chegou a 224,24 pontos, novo recorde histórico do índice. Mais uma vez, o aumento dos custos com nutrição (2,71%) foi o maior responsável pela alta. Também influenciaram os gastos com transporte (0,23%). Em 2016, o índice acumula uma inflação de 9,89%. Nos últimos 12 meses, o ICPSuíno/Embrapa chega a 24,63%.

Diante desse cenário, o presidente da APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos) Valdomiro Ferreira, afirma que muitas granjas já estão deixando de alocar e abatendo matrizes e, entregando animais mais leves, fatores que criando um desequilíbrio de oferta.

“Assim, projetamos para o segundo semestre uma redução no volume de carnes disponível no mercado interno. Porém, o consumo – em função da crise econômica – não deve impulsionar os preços”, destaca Ferreira.

Exportações

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), até a terceira semana de maio (15 dias úteis) o país exportou 39,1 mil toneladas de carne suína ‘in natura’, com uma média de 2,6 mil t/dia.

Considerando o igual período de abril/16 e maio/15, o volume corresponde a uma queda de 1,5% e 28% respectivamente.

Em receita, os embarques resultaram um saldo de US$ 80,2 milhões – equivalente a US$ 5,3 milhões/dia.

Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas