Produtivo

Solos e Sementes

Um solo adequado ao desenvolvimento da seringueira deverá apresentar boas condições de fixação e desenvolvimento do sistema radicular, água e nutrientes disponíveis suficientes à exploração econômica do cultivo.

As propriedades físicas do solo importantes para o bom desenvolvimento da seringueira são a profundidade, a estrutura, a consistência, a textura, ausência de camada compacta ou impermeável no perfil e boa drenagem. Estas são intrínsecas e duráveis.

As propriedades químicas são o pH e a fertilidade expressa em íons disponíveis e trocáveis. Estas são passiveis de serem mudadas com o manejo. Do ponto de vista agronômico, a seringueira exige um solo as seguintes características:

Profundidade superior a 1 m;
Boa drenagem e boa aeração;
Boa estrutura;
Consistência friável e firme;
Boa capacidade de retenção de umidade;
Textura argilosa ou franco-argilosa;
pH 4,5 a 5,5;
Relevo suave ondulado a ondulado, com baixa erosão;
Declividade inferior a 16%;
Lençol freático profundo, acima de 1 m.

COLETA, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE SEMENTES.

Recomenda-se que a coleta de sementes utilizadas na produção de porta-enxertos seja feita não em seringais nativos da Amazônia e sim em seringais de cultivo, onde a uniformidade e a qualidade fisiológica das sementes são superiores ao daquelas coletadas nos seringais nativos, entretanto, alguns cuidados são necessários durante o período de produção, coleta, transporte e armazenamento.

A deiscência dos frutos inicia-se em janeiro, perdurando de 2 a 3 meses, existindo alternância de alta e baixa produção de um ano para outro.
As sementes de seringueira apresentam um período de viabilidade muito curto, principalmente quando ficam expostas, sem qualquer proteção às condições ambientais. Desta forma, a coleta deve ser feita no menor prazo possível, após a queda das sementes. É interessante que se proceda à coleta em intervalos não superiores a uma semana e que as sementes sejam imediatamente transportadas para o local onde serão utilizadas.Esse transporte deve ser feito evitando-se as horas mais quentes do dia, de maneira que as sementes fiquem protegidas da ação direta do sol e da chuva. Como as sementes apresentam alto grau de umidade, o calor provocado pela ação do sol, contribui para aumentar a temperatura da massa de sementes e de sua atividade metabólica provocando, em conseqüência, sua rápida deterioração.

Existe um teste prático para determinar o poder germinativo de um lote de sementes, sem a perda de tempo. Toma-se 100 sementes ao acaso, corta-se ao meio cada uma, e, após a remoção do tegumento observar as seguintes características no interior da amêndoa:

Endosperma branco – semente boa
Endosperma amarelo – viabilidade duvidosa;
Endosperma oleoso – viabilidade negativa.

Pelo número de sementes com endosperma branco determina-se o percentual aproximado de germinação do lote.

A semente de seringueira perde rapidamente seu poder germinativo. A.T. Edgar ressaltou que quanto mais frescas as sementes por ocasião do plantio, melhor seria a germinação. Ele encontrou que as sementes recém colhidas, deixadas em meio ambiente, perdiam 50% de seu conteúdo de umidade em três dias e o restante nos dez dias consecutivos. A percentagem de germinação acompanha de perto a curva da perda de umidade. Para que o poder germinativo seja mantido é necessário que o grau de umidade seja mantido a valores acima de 30 a 35% (Cícero, S.M., 1986).

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/14730767/34/PRAGAS-DA-SERINGUEIRA

REFERÊNCIAS
BRASIL. Superintendência da Borracha. Anais: Encontro Nacional sobre Explotação e Organização de
Seringais de Cultivo. Brasília, SUDHEVEA, 1986. 97 p.
CEPLAC/ EMBRAPA. Sistema de Produção de Seringueira Para a Região Sul da Bahia. Ilhéus – Bahia, 1983.
48 p.
FUNDAÇÃO CARGILL. Simpósio Sobre a Cultura da Seringueira no Estado de São Paulo, I. Piracicaba,
1986. 334 p.
MORAES, Jonildo G.L. et DUARTE, Jodelse D. Cultura da Seringueira. COOPEMARC.
Valença – Bahia, 1987.102 p