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Sólidos de dejetos suínos geram fertilizantes orgânicos

A produção de fertilizantes a partir de dejetos suínos está crescendo bastante no mundo e já está começando a criar um mercado no Brasil. O resíduo é uma ótima fonte de matéria orgânica, principalmente de fósforo, nitrogênio e potássio e pode ser usado para fertilizantes orgânicos ou para os organominerais. Existem equipamentos mecânicos que ajudam nas técnicas de separação dos sólidos da parte líquida e são viáveis para todos os níveis econômicos. A separação é importante porque é no sólido que existe a maior concentração de fósforo e nitrogênio. Com isso, o produto vendido para a produção de fertilizantes tem maior valor agregado.

Trabalhamos com três tecnologias diferentes. As peneiras rotativas e estáticas, a canelata para remoção e o decanter com filtro prensa. Cada uma delas é para um tipo de produtor. O equipamento de peneiras rotativas é um dos mais econômicos, mas que traz menos eficiência entre 20% a 30%, recomendada para pequenos produtores com pouca quantidade de dejetos suínos na propriedade. A canaleta também é para pequenos ou médios produtores, com eficiência de cerca de 30%. Já o decanter é mais caro e recomendado para grandes produtores com mais de quatro mil animais em terminação e mais de duas mil matrizes. Ele tem eficiência de cerca de 40% na separação. Esta separação é uma das formas que a gente tem encontrado para melhorar a concentração de nutrientes para os fertilizantes – explica o pesquisador Juliano Corullo Correa, da Embrapa Suínos e Aves.

É preciso que o operador dos equipamentos tenha o conhecimento básico das técnicas para que o processo de seperação ocorra da melhor forma possível. Principalmente com o decanter, que é um aparelho mais caro e que trabalha com grandes volumes de dejetos, é preciso que os produtores tenham atenção à manutenção, verifiquem todo dia se não está havendo algum entupimento e saibam se o líquido está saindo de forma adequada. A peneira rotativa é o aparelho mais básico. O dejeto entra e existem pequenos orifícios onde somente o líquido passa. Ela deve ficar rodando para que a maior quantidade de líqudio possível seja despejada. No final, a parte mais sólida irá restar, mas ainda com cerca de 60% a 80% de umidade.

Correa também explica que o potássio não é retirado nestes processos porque ele tem uma capacidade solúvel muito grande, então, é difícil conseguir separá-lo da parte líquida. Mas grande parte do fósforo e nitrogênio é separada. O pesquisador diz que a separação também contribui para a maior eficiência do biogás dentro do biodigestor porque são removidos apenas os sólidos totais e não os sólidos solúveis, que são importantes para o biodigestor.

Fonte: Portal do Agronegócio

http://www.ambienteemfoco.com.br/?cat=38