Soja

Soja pode manter US$ 10 por bushel em 2018/19

23/11/2017

As projeções do Rabobank são ligeiramente altistas para os preços para os contratos da temporada 2018/19, resultado da política global de biodiesel, do crescimento da demanda de rações e consequente aumento dos negócios globais. Segundo o banco, existe “o potencial de os preços de Chicago permanecerem acima de US$ 10 por bushel por períodos de tempo mais longos do que nas duas últimas temporadas”.

A instituição financeira, que é especializada no agronegócio, destaca que as perspectivas de preços serão “limitadas” por ações que provavelmente permanecerão “historicamente altas”. A previsão seria de um acréscimo de 300 mil acres para 89,9 milhões de acres no plantio de soja nos EUA no próximo ano, contrabalanceado com o crescimento de 2,3 milhões de toneladas para 98,3 milhões de toneladas nas importações chinesas em 2018-19.

No complexo de oleaginosas o Rabobank afirma que os preços do óleo de palma deverão ter “uma perspectiva de baixa até 2018, enquanto a produção global aumenta 10% ao ano, superando o crescimento da demanda”. A previsão reflete expectativas de crescimento de 13% na produção de óleo de palma da Malásia e expansão de 9% na Indonésia diante da seca.

“O desenvolvimento do La Niña poderia ser uma fonte significativa de volatilidade dos preços das commodities, que vão desde o óleo de palma até culturas similares nas Américas, onde a seca pode ocorrer nos estados do sul dos Estados Unidos e partes da Argentina e do sul do Brasil”, analisa o banco.

O Rabobank afirmou ainda que a política de comércio global “deverá desempenhar um papel fundamental na volatilidade dos preços e nos fluxos de comércio de commodities” no próximo ano. Aponta também que as taxas globais de frete “poderiam ter uma influência crescente”.

“As tarifas crescentes e os altos custos de combustível levarão a maiores custos de frete nos próximos anos. Como resultado, é provável que vejamos uma mudança no movimento de commodities em todo o mundo, com taxas de frete mais altas que poderão corroer a competitividade das exportações”, conclui.

Fonte: Agrolink