Soja

Soja: Importações da China seguem em ritmo recorde e já passam de 72 mi de t em 2015

Publicado em 08/12/2015

A Administração Geral da Alfândega da China informou, nesta terça-feira (8), que o país importou 7,39 milhões de toneladas de soja em novembro. O volume é, ainda de acordo com as informações da instituição, 23% maior do que no mesmo período do ano anterior e 34% maior do que o importado em outubro. O número fica abaixo apenas do recorde de 9,5 milhões de toneladas registrado em julho.

Ainda assim, outro recorde pode ser observado com os últimos números. Nos primeiros 11 meses do ano comercial, as compras chinesas da oleaginosa já chegam a 72,6 milhões de toneladas, ou seja, 15,4% a mais do que em relação ao mesmo intervalo da temporada anterior.

“As importações de soja da China continuam em um ritmo recorde”, informou, em nota divulgada pelo portal internacional Agrimoney, o Banco da Austrália & Nova Zelândia. “Os estoques insuficientes de outros componentes de bastante proteína para a ração animal têm sido o principal direcionador da demanda da nação asiática em 2015”, diz o reporte.

Dessa forma, a projeção do banco para todo o ano de 2015 é de que as importações de soja da China alcancem as 80 milhões de toneladas pela primeira vez. Caso se confirme, o número ficaria bem acima das 71 milhões de toneladas de 2014 e ainda exibiria um significativo aumento em relação ao volume de 2013, quando foram adquiridas 63 milhões de toneladas.

Os números da Alfândega mostraram ainda que as importações chinesas mensais de óleos vegetais também cresceram em cerca de 45% este ano para 580 mil toneladas, alcançando, nos primeiros 11 meses do ano comercial, 6 milhões de toneladas, 1,3% a mais do que em 2014.

Com informações do site internacional Agrimoney

Na Reuters: China aumenta exportações de commodities por excesso de oferta

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PEQUIM (Reuters) – Produtores de commodities da China, lidando com dificuldades pelo excesso de produção e preços baixos, voltaram-se para mercados externos em ritmo recorde no mês passado, visando encontrar destino para produtos como alumínio, combustíveis e aço, mostraram dados nesta terça-feira.

As refinarias chinesas exportaram uma quantidade recorde de combustíveis, processadores de alumínio venderam sua segunda maior quantidade de produtos e fabricantes de aço aumentaram as exportações em 22 por cento, para 102 milhões de toneladas no período de janeiro a novembro, estabelecendo um nova marca histórica, de acordo com dados de alfândega preliminares.

Os números provavelmente aumentarão as preocupações de que a segunda maior economia do mundo está exportando o excesso de produção em um mercado global já saturado, acelerando a degradação dos preços.

“Nós achamos que uma dinâmica de longo prazo está se desenrolando: a China está exportando seu excedente de oferta para o Ocidente”, disse Daniel Hynes, analista da ANZ, referindo-se ao aumento de 15 por cento em produtos de alumínio, para 450 mil toneladas em novembro.

Analistas esperam que as exportações da China permaneçam firmes com os produtores tentando mitigar os fracos mercados domésticos, embora o ritmo possa desacelerar com as fundições diminuindo a produção por causa dos preços baixos. O Citigroup disse que cerca de 1,6 milhão de toneladas de capacidade anual foram fechadas desde outubro.

Fonte: Notícias Agrícolas