Soja

Soja combina dólar e Chicago em queda e preços perdem os R$ 80 para safra nova nos portos

Publicado em 09/10/2015

A poucas horas da chegada do novo boletim mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega nesta sexta-feira (9) os futuros da soja voltam a recuar na Bolsa de Chicago. Assim, por volta de 12h (horário de Brasília), as posições mais negociadas perdiam pouco mais de 5 pontos, depois de, mais cedo, trabalharem em campo positivo.

A volatilidade, como já vinha sendo sinalizado por analistas e consultores, foi bastante marcante nesta semana e não é diferentes nesta sexta, dia em que chegam os novos números de oferta e demanda do departamento norte-americano.

Porém, a combinação deste mercado mais pressionado e de um dólar em baixa já reflete em cotações mais baixas também no Brasil. Com a moeda norte-americana já bem próxima do patamar dos R$ 3,70, os preços nos portos brasileiros chegam a perder os R$ 80,00 por saca.

Em Paranaguá, o produto disponível vinha cotado a R$ 80,00, recuando 1,84%, enquanto o futuro vinha negociado a R$ 79,50, com queda de 1,855. Já no terminal de Rio Grande, R$ 81,00 por saca no disponível, com baixa de 2,41%, R$ 78,10 no mercado a futuro e trabalhando com perda de 2,62% em relação ao último valor desta quinta-feira.

Bolsa de Chicago

Consultorias internacionais esperam um corte na produção e na produtividade norte-americanas e, caso esse quadro se confirme, os preços poderiam se recuperar de forma ainda mais expressiva na CBOT. Os estoques finais esperados, na expectativa média, também são menores do que aqueles reportados em setembro.

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Até que não cheguem os novos números, o mercado caminha de lado e os traders se posicionam. A postura dos investidores ainda é cautelosa uma vez que essas informações chegam no momento do auge da colheita nos Estados Unidos, ou seja, de uma pressão típica para essa época do ano na CBOT.

Paralelamente, as informações sobre a demanda também são consideradas, principalmente depois da melhora dos últimos dias. Ontem, o boletim semanal de vendas para exportação também reportado pelo USDA trouxe um volume, entre as safras 2015/16 e 2016/17, de mais de 2,2 milhões de toneladas somente para a semana que terminou em 1º de outubro.

E embora no acumulado do ano comercial atual as vendas estejam abaixo do registrado no ano anterior nesse mesmo período, como explicaram analistas, o sentimento do mercado em relação à procura pela oleaginosa dos EUA melhorou e já preocupa menos.

Nesta sexta-feira, o USDA anunciou uma nova venda de soja da safra 2015/16 para a China de 360 mil toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas