Cana de Açúcar

Setor de etanol enfrenta pior crise em 30 anos

04/11/2014

Nos últimos quatro anos, 26 usinas fecharam as portas no Estado de São Paulo, que responde por cerca de 60% da plantação da cana no Brasil

O setor de produção de etanol passa pela pior crise em 30 anos, conforme reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal O Globo. A consultoria MBF Agribusiness aponta que houve uma sobrecarga de endividamento entre os produtores de etanol em 2006, que apostaram que na produção do biocombustível como substituto do petróleo. Consequentemente, os custos de produção aumentaram e o preço final do combustível caiu.

A situação se agravou em 2008, com a crise financeira internacional, que reduziu a oferta de crédito para as empresas brasileiras e estrangeiras. A falta de gestão em grande parte das empresas e o congelamento dos preços da gasolina também prejudicaram competitividade do etanol, afetando em cheio as usinas paulistas. O Estado de São Paulo responde por cerca de 60% da plantação da cana-de-açúcar no Brasil. Nos últimos quatro anos, 26 usinas encerraram as atividades na região.

Sertãozinho (SP) é um dos principais centros de tecnologia e produção de álcool e açúcar do país, com histórico de crescimento de 10% ao ano entre 2003. Mas das sete usinas instaladas na cidade, duas fecharam e uma está em recuperação judicial. Sem encomendas dos produtores de etanol, 500 metalúrgicas extinguiram 10 mil postos de trabalho e reduziram o faturamento pela metade.

“Caímos do 4º para o 54º lugar no índice Firjan de desenvolvimento municipal, que mede a qualidade de emprego, renda, saúde e educação entre 5 mil municípios. A cidade ainda é muito dependente da cana”, afirma o secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho, Carlos Roberto Liboni, em entrevista ao jornal.

O cenário também é desfavorável para os cerca de 2 mil pequenos fornecedores de cana-de-açúcar das usinas de Sertãozinho. A seca deste ano reduziu a produtividade de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo de até 90 toneladas por hectare para 71 toneladas por hectare. Com menos matéria-prima, parte dos produtores de etanol encerrou a safra antecipadamente, em outubro, em vez de novembro.

O diretor da Canaoeste, Manoel Ortolan, explica que muitas empresas estão vendendo ou arrendando parte de suas terras para grupos internacionais para evitar novos endividamentos. “Esperamos que o governo anuncie o aumento de 25% para 27,5% da adição de etanol na gasolina em 2015. Seria uma alta de 1,2 bilhão de litros”.

O setor de produção de etanol passa pela pior crise em 30 anos, conforme reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal O Globo. A consultoria MBF Agribusiness aponta que houve uma sobrecarga de endividamento entre os produtores de etanol em 2006, que apostaram que na produção do biocombustível como substituto do petróleo. Consequentemente, os custos de produção aumentaram e o preço final do combustível caiu.

A situação se agravou em 2008, com a crise financeira internacional, que reduziu a oferta de crédito para as empresas brasileiras e estrangeiras. A falta de gestão em grande parte das empresas e o congelamento dos preços da gasolina também prejudicaram competitividade do etanol, afetando em cheio as usinas paulistas. O Estado de São Paulo responde por cerca de 60% da plantação da cana-de-açúcar no Brasil. Nos últimos quatro anos, 26 usinas encerraram as atividades na região.

Nos últimos quatro anos, 26 usinas fecharam as portas no Estado de São Paulo, que responde por cerca de 60% da plantação da cana no Brasil

Sertãozinho (SP) é um dos principais centros de tecnologia e produção de álcool e açúcar do país, com histórico de crescimento de 10% ao ano entre 2003. Mas das sete usinas instaladas na cidade, duas fecharam e uma está em recuperação judicial. Sem encomendas dos produtores de etanol, 500 metalúrgicas extinguiram 10 mil postos de trabalho e reduziram o faturamento pela metade.

“Caímos do 4º para o 54º lugar no índice Firjan de desenvolvimento municipal, que mede a qualidade de emprego, renda, saúde e educação entre 5 mil municípios. A cidade ainda é muito dependente da cana”, afirma o secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho, Carlos Roberto Liboni, em entrevista ao jornal.

O cenário também é desfavorável para os cerca de 2 mil pequenos fornecedores de cana-de-açúcar das usinas de Sertãozinho. A seca deste ano reduziu a produtividade de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo de até 90 toneladas por hectare para 71 toneladas por hectare. Com menos matéria-prima, parte dos produtores de etanol encerrou a safra antecipadamente, em outubro, em vez de novembro.

O diretor da Canaoeste, Manoel Ortolan, explica que muitas empresas estão vendendo ou arrendando parte de suas terras para grupos internacionais para evitar novos endividamentos. “Esperamos que o governo anuncie o aumento de 25% para 27,5% da adição de etanol na gasolina em 2015. Seria uma alta de 1,2 bilhão de litros”.

Fonte: Revista Veja