Curiosidades

Segurem suas carteiras. Vem aí uma brutal alta de impostos…

Publicado em 06/06/2015

por Geraldo Samor, de veja.com

 

Stuhlberger vê alta brutal de imposto, Brasília ‘em negação’

Segurem suas carteiras. Vem aí uma brutal alta de impostos.

Em uma entrevista às Páginas Amarelas de VEJA que chega às bancas nesta sexta-feira, Luis Stuhlberger, o gestor de investimentos mais respeitado do Brasil, tem más notícias para quem acredita que as coisas vão melhorar em breve, só por causa de Joaquim Levy.

“O que vai acontecer é o que ocorre no Brasil desde a Constituição de 1988: aumentos de impostos,”, diz o gestor do fundo Verde. “Posso garantir que haverá alta não só neste ano, mas também no próximo, no próximo e no próximo.”

A entrevista é uma aula de economia que lembra o Inferno de Dante, pois exige que o leitor ‘deixe aqui toda a sua esperança, ó vós que entrais.’

Com o ajuste fiscal este ano, será que o PIB volta a crescer em 2016? Esqueça.

“Desde o semestre passado, entramos com força num período de baixo crescimento, que não chegará ao fim em 2016, nem em 2017 e talvez nem mesmo em 2018,” diz Stuhlberger.

O diagnóstico de Stuhlberger tem um peso particular porque ele critica a vulnerabilidade do modelo econômico brasileiro há pelo menos cinco anos, e é conhecido por monitorar os humores da economia real junto empresários e grandes executivos — muitos dos quais, investidores em seu fundo.

“Os deputados e senadores sabem que a situação é crítica, mas não querem arcar com o desgaste do corte,” diz. “O Congresso e o Executivo estão em estado de negação. Se tudo o mais falhar, eles acham que se pode aumentar mais ainda os impostos.”

Stuhlberger diz que o País não vai quebrar ‘como no passado’, mas que vai viver num ‘equilíbrio vicioso.’

“O cenário virtuoso seria o aumento da produtividade, com reformas e inflação baixa. Mas como não existe nem debate, nem liderança, nem espírito patriótico para fazer esse tipo de reforma, só resta fazer remendos. Enquanto isso a economia vai sendo sucateada, como um transatlântico, afundando lentamente.”

A entrevista também traz uma ‘dica de investimento’ de Stuhlberger: ele não compraria ações da Petrobras.

“Um dos meus princípios é fugir de estatais. Por uma questão básica: elas não visam ao lucro. Por que vou investir em uma empresa cujo objetivo é servir o Estado?”

Nesta sexta, em VEJA.

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Por Geraldo Samor

A origem do problema: um estado pantagruélico

O estado brasileiro é obeso

Já escrevi alguns textos, como esse, alegando que é absurdo focar nas empreiteiras como corruptoras e ignorar o cerne da questão, que é o estado obeso e corrupto, tomado por uma quadrilha. Infelizmente, não são poucos os que ainda dirigem sua revolta aos empresários ladrões, deixando em segundo plano os políticos, os que criaram a situação toda.

Alguns leitores chegaram a apontar para o escândalo da Fifa para mostrar que também há corrupção na iniciativa privada, ignorando que os negócios bilionários da Fifa são sempre com governos do outro lado. A origem do problema está invariavelmente no estado, principalmente no estado obeso.

Em sua coluna de hoje na Folha, Reinaldo Azevedo afirma exatamente isso, mostrando como adoramos insistir nos mesmos erros, sem nunca aprender com eles. Reinaldo mostra como o estado bandido acaba sempre absolvido pela população, que clama por mais estado para resolver os males criados por ele mesmo. Diz meu vizinho virtual:

Esses príncipes da roubalheira que infelicitam o Brasil encontram na estrutura do Estado as condições necessárias, mas ainda não suficientes, para exercer o seu ofício.

É preciso também que se respire uma esfera estatista, uma cultura do ódio à iniciativa privada, à empresa e ao lucro. Dados esses elementos, pronto! Esse país poderá continuar deitado eternamente em berço esplêndido. Seu apogeu coincidirá com a mediocridade.

No médio e no longo prazos, pior que o petrolão é o crime intelectual e moral que se está cometendo no Brasil. E a gama de culpados, nesse caso, é gigantesca, a começar da imprensa. Caímos no conto do vigário de que a Petrobras foi vítima de uma quadrilha e que não integra, ela própria, o grupo de malfeitores.

Sofremos, segundo Reinaldo, de uma “dependência mental do estatismo”, que traz sérios riscos ao país. Não poderia concordar mais, e tenho batido sempre que possível nessa tecla: o mal do Brasil, seu verdadeiro câncer, é a mentalidade estatizante, que olha para o estado como um Messias salvador da pátria. Por isso é tão importante o livro que acaba de ser lançado por Bruno Garschagen, explicando por que temos que parar de acreditar no governo como a resposta para tudo. Esse é “o” problema do Brasil.

Como exemplo temos a proposta “mágica” para acabar com a corrupção: impedir o financiamento das empresas para as campanhas eleitorais. É muita ingenuidade mesmo. É olhar a árvore e não enxergar a floresta. É sempre absolver o grande vilão da história, o estado obeso, intervencionista, poderoso demais em áreas que fogem de suas funções básicas. Reinaldo desabafa: “Não por acaso, essa é a proposta do PT, partido que mais arrecada e que é protagonista do petrolão. Segundo essa tese, políticos ladrões são apenas homens bons, que caíram em tentação, à espera de financiamento público. Lixo!”

Quem não tem sua parcela de culpa aliviada no julgamento do jornalista é a própria imprensa, sempre pronta para ser conivente com esse diagnóstico equivocado que isenta o estado de responsabilidade. Um exemplo citado pelo autor foi a reação da imprensa diante das propostas de maior controle das estatais pelo Congresso, dificultando de alguma forma sua captura e uso político. As propostas de Renan Calheiros e Eduardo Cunha foram recebidas “ou com frieza burocrática ou pelo viés da guerrilha particular promovida contra Dilma pela dupla de peemedebistas e pela oposição -como se ela não fosse só o que passa, e o Estado pantagruélico, o que fica”.

Eis o ponto-chave aqui: é esse estado pantagruélico que precisa ser combatido. É ele que permite tanto abuso quando uma quadrilha disfarçada de partido chega ao poder. É ele que representa um instrumento tentador e quase irresistível aos corruptos e corruptíveis, pois o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente, como sabia Lord Acton. Mas quem coloca como prioridade esse problema, à exceção dos poucos, ainda que crescentes, liberais? A discussão quase não se faz presente na imprensa. Discutimos o supérfluo e deixamos de lado o essencial.

“Não sairemos facilmente da lama”, conclui em tom sombrio, ainda que realista, Reinaldo Azevedo. De fato, não sairemos facilmente da lama, enquanto boa parte da população brasileira atacar apenas os sintomas dos problemas, sem jamais mergulhar em suas causas, suas raízes, suas origens. Parafraseando com adaptações o marqueteiro de Bill Clinton, eu diria: É o tamanho do estado, estúpido!

Rodrigo Constantino

A Caixa-preta das pedaladas fiscais de Dilma Rousseff

Dilma pedala

Quando a Petrobras alegou ter destruído as gravações que poderiam comprometer ainda mais Dilma Rousseff no escândalo da compra da refinaria de Pasadena, o pior negócio do capitalismo mundial, o Estadão quis saber se as outras estatais também eliminavam os áudios das reuniões de conselho.

Na ocasião, como mostrei aqui, o jornal descobriu o seguinte:

“Eletrobras e Caixa explicaram que os encontros de seus conselheiros de administração são registrados somente em atas. O Banco do Brasil informou que a gravação não é praxe e só ocorre quando as discussões são mais complexas, para facilitar a elaboração das atas. Nesses casos, depois da produção dos documentos, as gravações são apagadas, informou a assessoria.”

Comentei, então: O maior programa de governo do PT é o Transparência Zero.

Agora, a coluna Painel da Folha informa:

“O procurador da República Julio [Marcelo de] Oliveira, que atua junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), requisitará nesta sexta-feira à Caixa Econômica Federal atas e áudios de reuniões do Conselho de Administração em que foram discutidas as ‘pedaladas’ fiscais, atrasos de pagamentos de benefícios sociais pelo Tesouro para melhorar as contas públicas. A intenção é verificar a informação de que conselheiros se opunham sistematicamente à prática, alvo de processo no tribunal.

Se comprovada a objeção do conselho às “pedaladas”, ficará comprometida a tese de defesa do governo, de que o expediente era corriqueiro mesmo antes da gestão Dilma Rousseff, e nunca foi questionado.

O procurador junto ao TCU teme que a CEF alegue que as gravações das reuniões do conselho não são guardadas. Por isso pedirá também o registro por escrito das sessões.”

O temor de Julio Marcelo é justificado, como vimos, porque a Caixa já deu a entender que não guarda os áudios.

E, a julgar pelo caso da Petrobras, o problema do registro por escrito é que ele já elimina os trechos incovenientes das gravações.

Quando Graça Foster, então presidente da Petrobras, disse que não havia razão para acelerar as obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, “a não ser terminar a refinaria no ano de 2010”, ou seja, para fazer dela uma bandeira da campanha de Dilma Rousseff, esse trecho do áudio da reunião foi providencialmente excluído da ata.

Como comentei na ocasião: Áudio com Graça. Ata sem Graça. E as obras de Abreu e Lima, que começaram em 2007, foram de fato aceleradas de 2,5 bilhões de dólares para 18 bilhões de dólares para reeleger Dilma.

Vamos ver se Julio Marcelo ainda consegue encontrar alguma coisa na caixa-preta da Caixa, mas as únicas pedaladas a que Dilma dá alguma transparência são aquelas de bicicleta, para parecer “mais humana”, nos jardins do Planalto.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

Quanto custa um gol de mão do PT?

alx_henrry_originalNão é só escândalo de corrupção que Fifa e PT têm em comum. A compra do silêncio, também.

O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa,pagou 5 milhões de euros para a Irlanda não processar a entidade após a sua desclassificação para a Copa de 2010 na África do Sul por conta de um gol irregular da França nas Eliminatórias, em 2009, em que Thierry Henry ajeitou a bola com a mão e passou para Gallas marcar.

O presidente da Federação Irlandesa, John Delaney, admitiu na TV que “fechou um acordo” com Blatter.

Já o PT usou a Petrobras para levantar 6 milhões de reais e pagar o empresário Enivaldo Quadrado, que ameaçava envolver Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho e o mensaleiro José Dirceu na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André.

O publicitário Marcos Valério denunciou em depoimento ao Ministério Público a negociata, comprovada por um contrato revelado por VEJA em setembro de 2014.

Dias atrás, um estudante acusou Gilberto Carvalho de cúmplice do assassinato de Celso Daniel durante a palestra em que o petista foi alvo de panelaço e apitaço em uma faculdade de Belo Horizonte.

É como se Gilberto Carvalho tivesse ajeitado a bola com a mão e passado para alguém marcar.

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“Quem matou Celso Daniel?”

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

Vídeo: Gilberto Carvalho é alvo de panelaço e apitaço em faculdade de BH. “Quem matou Celso Daniel?”

Gilberto Carvalho foi alvo de panelaço e apitaço na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte, na terça-feira (2).

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República é mais um petista a arcar em local público com os protestos da população, que recentemente se manifestou contra o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em um teatro, os também ex-ministros Guido Mantega (Fazenda), em um hospital e durante um jantar, e Alexandre Padilha (Saúde), atual secretário municipal de Relações Governamentais, em um restaurante, além de Lula e Dilma Rousseff no casamento do cardiologista Roberto Kalil Filho.

Carvalho participava, acredite, da mesa redonda “O compromisso do cristão na sociedade: para construir o mundo novo”, uma realização do grupo “Fé e Política”, que afirma – sob a “inspiração” da Campanha da Fraternidade deste ano – a intenção de “promover o diálogo e a reflexão, envolvendo cristãos engajados na sociedade”.

Cristãos? O ex-ministro petista disse no ano passado à revista Caros Amigos: “Essa visão dos padres operários e da Teologia da Libertação marcou muito a minha vida”. Claro.

Disseminada no Brasil há mais de 40 anos, a Teologia da Libertação é a politização total, integral e sistemática da Igreja Católica, que consiste em dar a cada frase do Evangelho um sentido político de “luta de classes” para favorecer a revolução comunista.

Perverter a fé e instrumentalizar a Igreja em favor do projeto comuno-petista foram exatamente as tarefas em que Gilberto Carvalho esteve “engajado” dentro das CEB’s (Comunidades Eclesiais de Base), quando ainda era seminarista; depois, atuando na Pastoral Operária, e como ministro no governo Lula e no primeiro mandato de Dilma Rousseff, sobretudo nas relações com a CNBB e com movimentos disfarçados de “sociais”, como o grupo de guerrilha do MST.

Assim como a PUC-Goiás, a Faculdade Jesuíta de BH participou ativamente das campanhas da CNBB pela reforma política desejada pelo PT para fortalecer e maquiar seu projeto de poder.

Assim como Marco Rossi no seminário de Daniel Seidel, estudantes católicos desmascaram a farsa do “excomungado” Gilberto Carvalho e um deles, que segurava o cartaz “Quem matou Celso Daniel?”, aproveitou para chamá-lo de cúmplice do assassinato do ex-prefeito de Santo André. Vale lembrar que sete outras pessoas ligadas ao caso também morreram, inclusive o legista que atestara que o prefeito fora barbaramente torturado antes de ser assassinado.

Assista ao vídeo em que os estudantes também gritam, de forma exemplar: “A nossa Igreja jamais será vermelha”. Volto em seguida com a confissão de Carvalho a Romeu Tuma Jr.

 

Relembro o trecho do programa Roda Viva em que, a pedido de Ricardo Setti, aqui da VEJA Online, o ex-Secretário Nacional de Segurança do governo Lula, Romeu Tuma Jr., autor do best-seller “Assassinato de Reputações”, narrou a confissão que ouviu do então ministro Gilberto Carvalho de que ele levava a propina do esquema de Caixa 2 da Prefeitura de Santo André para o mensaleiro José Dirceu:

TUMA: Quando aconteceu aquilo de eu falar pra ele [Gilberto Carvalho] “Foi a sua turma que matou o cara” [o prefeito Celso Daniel, em 2002], ali mudaram as coisas dentro do governo e eu comecei a ver que, ao invés de me defender, eles começaram a minar a imprensa, a vazar coisas de dentro do Planalto contra mim. E a imprensa, ao invés de falar “Não, [es]pera um pouquinho, vocês estão vazando o negócio, mas nós já investigamos o Tuma. Não tem nada contra ele, esse assunto está encerrado”… Eles começaram a falar pra Polícia Federal: “Instaura outro inquérito.” Então (…) eram quatro inquéritos pra investigar a mesma coisa, e nunca deu em nada. Eu nunca fui indiciado! Aí chega essa conversa, onde (…) eu começo a chorar e falo: “Pô, eu sou vítima.” Eu dei um murro na mesa e comecei a chorar, pô. De dor e de quem tem vergonha na cara! De quem está sendo vítima! Aí ele chora e fala aquilo que tá no livro.

ENTREVISTADORES: O quê? O que é que ele fala?

TUMA: Isso. Ele falava exatamente aquilo: “Pô, eu sei o que é ser vítima. Eu também fui vítima da imprensa. Veja o que eu fiz, de coração. Eu fui falar com a família do Celso, dizer que o Celso não roubava, que ele não era ladrão, que ele nunca pegou dinheiro para pôr no bolso, que tudo que a gente arrecadava era pro partido.”

SETTI: “Tudo que A GENTE arrecadava”!?

TUMA: É… “Que eu fui levar o dinheiro pra dar pro Zé Dirceu pra dar pro partido.”

SETTI: Ele mesmo [fala isso]?…

TUMA: É. Ele fala de uma forma que, na hora, eu até fiquei com pena… Eu o senti vítima…

SETTI (ironizando): Coitado, né…

O trecho acima, narrado de memória por Tuma, está na página 489 de seu best seller, na qual ele completa a confissão de Carvalho: “Falei aquilo para confortar a família, para testemunhar que o Celso era honesto, e não é que os irmãos dele depois passaram o que lhe contei para a imprensa! Por isso sei o que é uma injustiça, sei o que você está passando.” No livro, Tuma chama isto de “prova testemunhal irrefutável”, “a última peça que faltava no meu quebra-cabeça” sobre o caso Celso Daniel.

O ex-delegado disse ainda no Roda Viva ter feito fotos do cadáver do prefeito, mostrando que havia marcas nas costas que sinalizavam tortura, e também que conseguira desvendar o crime e até fizera um acordo de delação premiada com o assassino, mas que no dia seguinte ele foi morto na cadeia, antes de prestar depoimento: “Depois disso, fui afastado do caso, sob alegação de que o inquérito seria conduzido por uma delegacia especializada.”

Não é mesmo maravilhoso viver no Brasil petista?

* Veja também aqui no blog:
– Cesar Benjamin: Lula e Dirceu comandavam esquema em Santo André que resultou no assassinato de Celso Daniel

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

Fonte: veja.com