Mamona

Segmentos do agronegócio da mamona I – diagnóstico da ricinocultura da Região de Irecê, estado da Bahia

Atualmente a microrregião de Irecê, Estado da Bahia, é o centro de produção de mamona (Ricinus communis L.) de maior expressão, onde se plantou na safra de 2003/2004, mais de 110.000 hectares, por pequenos e médios produtores, com mais de 98% deles sem financiamento da produção pelos bancos oficiais de desenvolvimento, mostrando que com os preços praticados, a cultura é viável no semi-árido brasileiro, e uma das poucas opções para os produtores que utilizam sistemas de produção de sequeiro. A região de Irecê tem 26.155 km2, com 19 municípios e mais de 375.000 habitantes, apresentando altitude entre 600 a 800 metros, precipitação pluvial média de 586 mm/ano e temperatura media do ar em torno de 23o C, o ótimo ecológico para esta euforbiácea. Nesta microrregião, os produtores não utilizam sementes certificadas, o plantio é manual, o solo em geral é preparado com a grade aradora (muito negativo, pois promove erosão e compactação), o consorcio em geral é feito com feijão de arranca e às vezes com milho (contra indicado) e em geral planta-se o feijão e/ou milho para depois de 15 a 25 dias plantar a mamona, sendo muito ruim para a oleaginosa, pois amplia a competição pelo substrato ecológico.

Fonte: biodieselbr.com