Secretaria de Agricultura estima prejuízos em safra devido a clima seco

17/06/2014

Secretaria de Agricultura (Sagri) faz levantamento sobre prejuízos causados para a safra de cana, milho e soja, por conta do clima quente registrado no início do ano. Segundo análise da pesquisa, feita no período seco, estima-se prejuízo de R$ 160 milhões, mas secretário não acredita que os números podem interferir no ranking mineiro ou nacional da produção agropecuária.

Por outro lado, alerta os produtores para que se previnam, pois em 2015 esse fator climático, atípico, tem a possibilidades de se repetir. Segundo o secretário de Agricultura, Danilo Siqueira, o cálculo sobre o que fazendeiros e empresas deixarão de faturar, feito por técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura, com base em valores estimados de mercado, prevê queda de 15% (R$ 60 milhões) na produção de milho; de 30% (R$ 84 milhões) na de soja e de 25% (R$ 24 milhões) na de milho. “No início do ano, tivemos um veranico prolongado e, naquele momento, através de vistoria feita de outubro de 2013 a 14 de fevereiro de 2014 pela Emater, Sagri e pelo Sindicato Rural, constatamos esses índices.

Mesmo com a falta do produto, os preços dos grãos foram bons e, por isso, apesar da perda, os produtores conseguiram vender com valores razoáveis, inclusive no mercado internacional”, explica o secretário de Agricultura. Porém, mesmo com o preço em alta, é impossível negar que cada produtor teve perdas.

Depois desse período atípico de veranico, a chuva intensificou-se e algumas lavouras se recuperaram. Além disso, quem plantou depois do período quente provavelmente colheu toda a lavoura e não teve tantas perdas. “Quanto à nossa posição no ranking nacional e estadual, que sempre foi privilegiada por conta da plantação de grãos, não acredito que vamos cair. Tivemos sim prejuízos, mas não creio que vamos chegar a perder posições justamente por conta da compensação dos preços. Com relação à safra anterior 2013/2014, continuamos em lugar de destaque, com o primeiro lugar nas safras de milho e cana e o segundo em soja, ambos no estado de Minas Gerais”, explica Siqueira.

Fonte: Jornal da Manhã MG
Autor: Geórgia Santos