Pecuária

RS: Secretário de Agricultura afirma que estado tem o melhor leite do Brasil

27/05/2014

“O Rio Grande do Sul tem o melhor leite do Brasil”. A afirmação é do secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Estado, Claudio Fioreze, e foi expressa em entrevista dada por ele e o governador Tarso Genro, no Palácio Piratini, ao programa radiofônico A Voz do Campo, veiculado sábado, 24, e transmitido por várias emissoras do interior gaúcho. Fioreze acrescentou não ter dúvida de que o leite produzido no RS é de “alta qualidade”.

Para o secretário, o problema crucial enfrentado pelo setor leiteiro foi o “vácuo” legal existente entre a porteira do produtor e a indústria. No espaço ocupado pelos transportadores apareceram “alguns poucos atravessadores inescrupulosos que cometeram fraude”, acrescentou Fioreze, que defende o fim dessa lacuna na legislação. Esse aspecto está sendo modificado e corrigido pelas autoridades.

Fioreze explicou que no Rio Grande do Sul o governo está exigindo dos estabelecimentos controle na coleta do leite a granel, produto mais suscetível a eventuais adulterações. A Seapa pretende acrescentar em breve nove novos fiscais agropecuários à fiscalização das três indústrias fiscalizadas pelo Estado que produzem mais de um milhão de litros de leite por mês. Ou seja, três fiscais em cada estabelecimento.

As três indústrias (Santa Rita, Seberi e Frizzo) não têm nenhum envolvimento com fraude no leite. Conforme a Seapa, trata-se de medida de prevenção, a qual pode ser servir como fonte de discussão no país para que se intensifique esse tipo de fiscalização nas empresas que produzem leite pasteurizado. Semana passada, no seminário Sisbi RS, promovido pelo Sindilat, Fioreze sugeriu que se os demais Estados da Federação tivessem fiscalização semelhante à do Rio Grande do Sul certamente apareceriam casos de fraudes.

A fiscalização permanente a cargo da Seapa, no segundo semestre, com os novos funcionários,passaria das atuais quatro para 40 horas semanais nos laticínios. Mais de 90% das indústrias sediadas no RS têm fiscalização do Ministério da Agricultura. As outras se dividem em 3% fiscalizadas pela Secretaria da Agricultura, 3% pelos Serviços Municipais de Inspeção (Sim) e o restante é tido como produção para consumo próprio ou comércio informal.

Fonte: Radio Progresso de Ijuí/RS, adaptado pela Equipe Milknet