Catálogos técnicos e de produtos

RS: agricultura inicia a entrega de calcário aos inscritos no Programa de Correção da Acidez do Solo

20/08/2015

A Prefeitura através da Secretaria Municipal de Agricultura, deu início na manhã desta quarta-feira, dia 19, à distribuição de calcário para os produtores inscritos no Programa Municipal de Correção e Acidez do Solo. Estão contemplados este ano 87 produtores que receberão cada um, entre 7,5 e 15 toneladas de calcário, de acordo com a análise do solo em suas propriedades. O volume total a ser repassado é de 900 toneladas a um custo de R$ 73,8 mil.

De acordo com o secretário da pasta, Licério Agnes, o programa foi criado pela Administração Municipal em 2014, justamente com o propósito de alcançar as propriedades rurais mais distantes da sede, cujos agricultores enfrentavam dificuldades pelos altos custos do transporte do material. “O produto é entregue pela empresa diretamente nas propriedades rurais, conforme está estipulado no contrato”, disse. Este ano a empresa vencedora da licitação foi a Unical, de Pantano Grande, com o valor de R$ 82,00 a tonelada do calcário.

Pelo programa, o município custeia 50% do calcário, enquanto o produtor paga os outros 50%. Para participar é preciso procurar a Secretaria Municipal de Agricultura no período aberto para as inscrições. O programa pode atender a demanda por até 1,5 toneladas por ano. Para a próxima edição, em 2016, o período de inscrições será antecipado para o final deste ano.

A correção da acidez do solo através do calcário melhora a produtividade e aumenta a renda do produtor. Com o volume a ser repassado aos produtores serão corrigidos 200 hectares de solo. É o caso do produtor Elstor Luiz Müller, 49 anos, que pela primeira vez acessou o programa está levando para casa 15 quilos do produto. Em 6 hectares de terra, na localidade de Linha João Alves, ele produz tem no fumo, o carro chefe de sua produção, mas também cultiva hortaliças diversas para o comércio local e para o Programa de Aquisição de Alimentos que abastece as cozinhas comunitárias e demais equipamentos de segurança alimentar do município. “Sem calcário a gente não produz nada. A mentalidade de todo o produtor deveria ser esta, primeiro o calcário, depois o adubo, a matéria orgânica, o nitrogênio”, disse.

Fonte: Gazeta do Sul