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Rinite Atrófica – Uma das mais importantes doenças respiratórias dos suínos

Rinite Atrófica – Uma das mais importantes doenças respiratórias dos suínos

A rinite atrófica é uma doença que pode comprometer todo o sistema respiratório dos suínos que estão na faixa de 3 a 8 semanas de idade. Trata-se de uma enfermidade altamente transmissível, e por isso, frequente nas criações confinadas em todo o mundo. A transmissão da doença ocorre no contato direto entre os animais ou através de aerossóis (via aerógena). Porcas com infecções crônicas transmitem a doença às suas leitegadas por contato nasal durante a amamentação (SOBESTIANSKY et al., 1999). Os principais sinais clínicos são: espirros frequentes, corrimento naso-ocular persistente, atrofia progressiva dos cornetos nasais, desvio de septo nasal, deformidade do focinho e atraso no crescimento.

 Estrutura nasal normal e alterada.
Figura 1. Estrutura nasal normal e alterada.

 

Os agentes causadores da rinite atrófica são cepas patogênicas de Bordetella bronchiseptica, Pasteurella multocida tipo D e, mais raramente, P. multocida tipo A. Esses agentes se instalam na mucosa nasal e são capazes de produzir toxinas chamadas dermonecróticas, que atacam o sistema respiratório superior dos animais causando até perda parcial dos ossos das conchas nasais. Muitas vezes essas lesões predispõem a outros problemas respiratórios, como pneumonias por exemplo. Essas alterações causam um grande impacto na produtividade, com diminuição no ganho de peso e na conversão alimentar, aumento nos gastos com medicamentos, mortalidade de leitões e condenação de carcaças.

O controle e a prevenção da doença estão baseados em dois pilares: O primeiro é evitar a superpopulação e manter uma ventilação adequada, o que minimiza o contato direto entre os animais e diminui a quantidade de poeira e gases de amônia que predispõem a colonização das bactérias no trato respiratório. O segundo é implementar um esquema de vacinação eficiente, o que minimiza significativamente os impactos produtivos da doença.

A Merial disponibiliza a proteção contra rinite atrófica dos suínos através de Riniffa® T, uma vacina já consagrada e com excelentes resultados em testes a campo. Riniffa® T tem como principal característica o uso exclusivo nas fêmeas em reprodução, garantindo a transmissão da imunidade através do colostro. Após a sua ingestão, os anticorpos são imediatamente absorvidos pelo intestino dos leitões, chegam à corrente sanguínea e protegem contra a fixação dos agentes causadores na mucosa nasal. Além disso, Riniffa® se mostrou inócua. Comprovadamente, doses dobradas de vacinas inoculadas em leitões de 30 kg não provocaram qualquer reação local ou geral indesejável. Cerca de 600 matrizes de granjas contaminadas foram vacinadas várias vezes com Riniffa® T. Não foi observada qualquer reação.

Em um estudo com quatorze porcas de uma granja, metade foi vacinada com Riniffa® T e a outra metade atuou como grupo controle não vacinado. Metade dos leitões de cada grupo foi desafiado por via nasal com uma cepa toxinogênica de Bordetella bronchiseptica aos 4 dias de vida e com uma cepa de Pasteurella multocida produtora de dermonecrotoxina aos 8 dias de idade. A outra metade foi deixada em contato com os animais inoculados. Os resultados mostraram que leitões filhos de matrizes vacinadas apresentaram menores índices de isolamento de Pasteurella multocida toxinogênica na mucosa nasal em relação aos leitões filhos de porcas não vacinadas. Esses leitões vacinados tiveram índices consideravelmente melhores de ganho de peso e menor prevalência de deformações de focinho.

Outro estudo provou a eficiência de Riniffa® no ganho de peso. Em quatro granjas com rinite atrófica confirmada por exames laboratoriais, parte das matrizes foi vacinada a 6 e 2 semanas antes do parto. Os leitões filhos de matrizes imunizadas precisaram de menos 6,3 dias para atingir o peso do abate. Esses animais tiveram um ganho de peso diário de 584g. Já o grupo que a mãe não recebeu vacina teve 563g de ganho de peso diário.

Em um terceiro estudo com a vacina da Merial, foram utilizadas 30 matrizes de uma granja brasileira com histórico de intenso desafio e manifestações clínicas constantes de rinite atrófica. Foram feitos dois programas de vacinação, um com a Riniffa® T e o outro com um esquema convencional da granja. No esquema Merial foram vacinadas as matrizes apenas, e em duas doses, já no outro programa foram vacinadas as matrizes uma vez e os leitões em duas doses.

Resultados

Riniffa® T

Parâmetro Riniffa® T Convencional
Número de animais nascidos vivos 156 139
Peso médio ao nascer (kg) 1,418 1,445
Peso médio de venda (kg) 83,89 80,73
Idade média de vendas 148,56 148,15
Ganho de peso diário (g) 555 535
Índice de Rinite Atrófica 1,22 1,59

De acordo com esses testes, as conclusões que podemos tirar é que Riniffa® T é uma vacina segura e eficaz, pois se mostrou inócua para fêmeas em reprodução e aumentou o desempenho de produtividade nos leitões filhos de mães vacinadas. Além disso, Riniffa® T controla a atrofia progressiva dos cornetos nasais e reduz os casos de pneumonias secundárias ou determinadas pela rinite atrófica, ao reduzir as lesões no epitélio respiratório dos leitões.

Referências

  • SOBESTIANSKY, J.; BARCELLOS, D.; MORES, N., et al., Clínica e Patología Suína, 2. ed., p. 374-378, 1999.

Fonte:  http://br.merial.com/suinos/infosuinos/2011/setembro/solucoesmerial/solucoesmerial.asp