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Relatório atesta benefícios do aumento do uso de biodiesel

02/12/2015

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel (CSOB) tornou público nesta terça-feira (01) o Relatório “Usos de Biodiesel no Brasil e Mundo” que foi elaborado por um Grupo de Trabalho criado no âmbito da CSOB, fórum vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

De acordo com o presidente da CSOB e vice-presidente da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Pedro Granja, o relatório serve de apoio para evolução tanto da mistura obrigatória em nível nacional quanto de usos superiores facultativos.

Presente em todo o diesel fóssil comercializado no Brasil na proporção de 7% (B7), o biodiesel é um combustível renovável produzido a partir de olés vegetais e gorduras residuais e seu uso reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa, em relação ao diesel fóssil.

Cada ônibus metropolitano usando B7 reduz em emissão de CO2 o equivalente ao plantio de 44 árvores por ano. Se essa mistura fosse ampliada para B20 – isto é, 20% biodiesel e 80% diesel – 18 toneladas de CO2 deixariam de ser emitidas por este mesmo veículo, o equivalente a 132 novas árvores por ano.

Em outubro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou uma resolução autorizando a comercialização e o uso voluntário de biodiesel adicionado ao diesel fóssil no limite de 20% em frotas cativas e 30% no transporte ferroviário e para uso agrícola e industrial. [Saiba mais aqui]

O documento elaborado a CSOB reúne 57 estudos realizados em 12 países envolvendo testes e experiências com o uso de misturas de biodiesel superiores a 10%, que apresentaram resultados favoráveis à adoção de teores maiores do biocombustível.

Segundo o levantamento, não foram registrados impactos significativos do uso dessas misturas sobre a potência, o consumo e o desempenho dos motores, notadamente no caso do B20. Além disso, explica Granja, “o aumento do teor de biodiesel resulta num balanço de emissões favorável às misturas elevadas”.

Fonte: Agrolink