Reforço na transmissão beneficiará geração eólica

01/04/2014

A perspectiva de investimentos no sistema de transmissão de energia no Rio Grande do Sul tem animado os empreendedores do segmento de geração, principalmente, os da fonte eólica. Uma dessas companhias é a CPFL Energias Renováveis, que opera o complexo eólico Atlântica, em Palmares do Sul, com capacidade instalada total de 120 MW (cerca de 3% da demanda média de energia do Estado).

O diretor de engenharia e obras da empresa, João Martin, salienta que deverão ser realizadas obras de transmissão na Metade Sul e na região de Osório (áreas relevantes quanto à produção eólica), que melhorarão o escoamento da energia. Entre as iniciativas, o dirigente cita a linha que está sendo construída entre Santa Vitória do Palmar e Rio Grande (empreendimento de 525 kV, desenvolvido pela Eletrosul e Grupo CEEE). Martin reitera que a carência de infraestrutura, fundamentalmente, quanto à limitação no sistema de transmissão, é um dos maiores obstáculos a ser superado para a expansão da geração eólica no País.

No caso do Rio Grande do Sul, o foco da CPFL Energias Renováveis quanto à ampliação da produção eólica está no entorno de Palmares do Sul e também na Fronteira Oeste e no Litoral. Martin adianta que existem outros projetos sendo prospectados pelo grupo no Estado que poderiam mais que duplicar a capacidade eólica da empresa na região. Essas iniciativas estão em fase de medição de ventos, regularização fundiária etc. O dirigente ressalta que há dois caminhos possíveis para viabilizar esses empreendimentos o ambiente regulado (com a energia vendida em leilões) e o mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem comprarão a energia).

O fato do Brasil passar por um período de escassez de hidreletricidade também pode abrir mais oportunidades para as fontes alternativas. Martin argumenta que, para melhorar a capacidade de suprimento, é necessário diversificar a matriz de energia elétrica. “Há espaço para muitas fontes, sejam fósseis ou renováveis”, aponta.

Além da geração eólica, a CPFL opera com pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), termelétricas a biomassa e energia solar, que totalizam uma capacidade instalada em operação de 1.416,9 MW. A companhia tem ainda 383,5 MW em construção e outros 3,8 mil MW em desenvolvimento.

Fonte: Jornal do Comércio
Autor: Jefferson Klein