Pecuária

Rede Leite valida nova versão da Planilha PSP

08/06/2016

Preocupada em interpretar os pontos críticos e favoráveis à produção, a Rede Leite deu um grande impulso na criação de uma planilha de gestão: a Planilha de Sistematização da Produção (PSP). Com o objetivo de tornar a ferramenta mais popular, nos últimos dois anos, a PSP passou por um processo de reformulação e validação. Nesta segunda-feira (06/06), no interior do município de Catuípe, foi realizada a última oficina de validação da nova planilha, na propriedade do casal Cristina e Mauro Daronco.

“A nova PSP, como é carinhosamente chamada, é uma continuação da Planilha de Sistematização da Produção (PSP), desenvolvida pelo engenheiro agrônomo da Emater, Pedro Urubatan”, explicou o assistente técnico regional de Sistemas de Produção Animal da Emater/RS-Ascar, médico veterinário Oldemar Weiler.

“A nova PSP fornece dados econômicos e produtivos tais como custo operacional (desembolso das diferentes atividades desenvolvidas na propriedade), custo da pastagem/hectare, custo do kg de silagem, custo do litro de leite produzido, lotação de Unidade Animal (UA) por hectare, produção de leite/hectare e produção vaca/ano, entre outros”, exemplificou Weiller.

Ainda de acordo com o médico veterinário da Emater/RS-Ascar, a planilha permite analisar as diversas atividades da propriedade, comparando os rendimentos por área através das margens brutas R$/ha. “A nova PSP também auxilia no planejamento forrageiro e na dieta do rebanho, indicando o consumo de volumosos (pasto, silagem, feno) e concentrados (ração, grãos), durante os 12 meses do ano”, comenta.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Vinícius Lampert, a nova versão da PSP foi desenvolvida e personalizada de maneira integrada e participativa entre extensionistas de 22 escritórios da Emater/RS-Ascar, produtores e pesquisadores.

A nova PSP, segundo a Rede Leite, tem potencial para ser reproduzida em todas as regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, que englobam 497 municípios gaúchos. A expectativa é que a planilha de gestão possa qualificar a intervenção do extensionista nos sistemas de produção de leite dos pequenos agricultores. “Espera-se que, com esta ferramenta, possamos coletar e sistematizar as informações produtivas e econômicas de maneira simples e fácil, identificando os gargalos e quais aspectos da produção precisam ser aperfeiçoados, bem como identificar quais aspectos estão avançando positivamente ao longo do tempo”, resumiu Weiller.

Rede Leite

A Rede Leite – Programa em Rede de Pesquisa-desenvovlimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira no Noroeste do RS – conta, atualmente, com a participação formal de oito instituições: Emater/RS-Ascar, Embrapa, Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Instituto Federal Farroupilha campus Santo Augusto, Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Coperfamiliar e Rede Dalacto.

Fonte: Emater – RS