Raças

Raça Nelore

As tribos arianas invadiram a Índia, desde 3.000 a.C. deixando muitas raças diferentes por onde passavam. Durante muitos séculos, na província de Andhra Pradesh, ogado Ongole se desenvolveu, promovendo vários cruzamentos com raças locais, até ser descoberto pelos brasileiros, migrando, então para o país.

O livro genealógico data de 1938. Foi o Barão do Paraná, que em 1875, introduziu no país animais dessa raça, oriundos do jardim zoológico de Londres. Contudo, até a Segunda Guerra Mundial, a raça foi preferida em favor das outras zebuínas. Sua expressão teve forte impulso nessa época, juntamente com a introdução de “novas” forrageiras, especialmente o colonião e as braquiárias, nas fronteiras agrícolas, onde a raça teve oportunidade de expressar seu potencial e características de adaptação ao clima, rusticidade e a habilidade materna, que consistia em conceber e parir a cria sem nenhuma ajuda.

A partir de 1962, o Nelore tomou a dianteira entre as raças bovinas criadas no país, chegando a representar, nos dias de hoje, aproximadamente 80% do rebanho de corte, entre animais puros e nelorados.

O padrão do gado Nelore brasileiro tende atualmente para o tipo Ongole Indiano, caracterizando-se, de forma geral, por animais de porte médio a grande, de pelagem branca, cinza e manchada de cinza.

Também existem outras pelagens que são aceitas pelo padrão racial, como por exemplo, a vermelha, amarela, preta e suas combinações com o branco, formando pelagens mescladas ou malhadas de vermelho, amarelo ou preto, porém representando número pouco expressivo de animais.

As características raciais são: cabeça em forma de ataúde, quando vista de frente e, lateralmente, apresenta perfil subconvexo, principalmente nos machos. Os olhos são elípticos, pretos e vivos. As orelhas são curtas, simétricas entre os bordos superiores e apresentam movimentação viva. Os chifres são de cor escura, firmemente implantados no crânio, cônicos e mais grossos na base, de seção oval. Nascem para cima, acompanhando o perfil da cabeça, assemelhando-se a dois paus fincados. São permitidos chifres móveis, rajados de brancos, assimétricos ou com pontas ligeiramente curvadas para frente. Nas fêmeas, podem se apresentar em forma de lira estreita e alongada. A ausência de chifres é permitida, constituindo-se na variação mocha da raça, cujo registro genealógico remonta ao ano de 1961. Nos animais mochos é permitida a ocorrência de calo ou batoque, respectivamente, um sinal com espessamento da pele, sem pêlos e sem protuberância córnea e um rudimento de chifre.

Os machos apresentam musculatura compacta e bem desenvolvida, com barbela solta pregueada, umbigo curto, bainha e prepúcio leves. As fêmeas apresentam musculatura menos desenvolvida, assim como a barbela. O úbere é pequeno, apresentando tetas de tamanho médio e muito funcional. O cupim é bem implantado sobre a cernelha, desenvolvido em forma de rei ou castanha de caju, apoiando-se sobre o dorso nos machos. Nas fêmeas, é menos desenvolvido e menos caracterizado quanto à forma e apoio.

As vacas adultas medem em média 165 cm de comprimento e 155 cm de altura do posterior, com pesos que chegam a 800 kg. Os touros, com 177cm, 170 cm de altura do posterior, 230 cm de perímetro torácico e 38 cm de circunferência escrotal, ultrapassam com facilidade 1.000kg. A raça tem sido utilizada como mãe em cruzamentos com diversas raças, especialmente as taurinas, obtendo-se o cruzamento industrial.

Fonte: http://www.ourofino.com/saude-animal/ruminantes/guia-de-racas/letra-n.html