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Raça bovina Crioula Lageana é objeto de estudos para melhoramento genético

Descendente das primeiras remessas trazidas de Portugal durante a colonização portuguesa no Brasil, a raça Crioula Lageana voltou a ter destaque no cenário nacional após o reconhecimento do MAPA através da portaria de nº 1.048/2008.

Raça bovina Crioula Lageana é objeto de estudos para melhoramento genético

Raça Crioula Lageana
O gado Lageano é desigual e de grande rusticidade, por isso, é resistente aos parasitas e tem boa adaptação à alimentação disponível nos campos nativos da Região Sul do Brasil. É um rebanho leiteiro diferenciado, capaz de produzir, em média, sete litros de leite por dia. Um animal com três anos pesa entre 550 a 600 quilos e um touro adulto pode chegar a 700 quilos. O Lageano é descendente direto do gado Long Horn, que é criado na América do Norte e que também se caracteriza pelos chifres longos.
A portaria publicada pelo Governo Federal permite o comércio e o melhoramento desta raça, que atualmente corre o risco de extinção, sendo inclusive catalogada na lista de extinção da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Com a obtenção do registro da raça e sua conseqüente certificação oficial, os criadores ficam aptos a participar de feiras e exposições e também fazer melhoramento genético nos rebanhos.
A raça bovina Crioula Lageana era objeto de estudos para sua conservação desde a década de 80 pela Embrapa. Hoje, esse tipo de bovino faz parte do Programa de Conservação de Recursos Genéticos Animais da Embrapa, que investe na preservação dessas raças pelo potencial genético que apresentam para programas de melhoramento, já que possuem características de rusticidade e adaptabilidade adquiridas ao longo dos séculos.

Fonte: http://www.informativorural.com.br/conteudo.php?tit=raca_bovina_crioula_lageana_e_objeto_de_estudos_para_melhoramento_genetico&id=32