Raças

Raça Angus faturou 35,4 milhões em leilões em 2014

02/03/2015

De olho no crescente e valorizado mercado da produção de carne de qualidade, pecuaristas de todos os estados brasileiros investem cada vez mais no ANGUS. Preferido pela industria e pelos consumidores, os novilhos produzidos com a genética da raça de origem britânica, que se caracteriza por elevada maciez, suculência e sabor diferenciados, são cotados em até 10% acima do mercado, motivando investimentos de criadores de diferentes segmentos da pecuária.

No ano de 2014, os preços médios dos animais Angus em leilão tiveram crescimento de 13% em 2014, alcançando R$ 5.132,00 por cabeça (machos e fêmeas). No total, os leilões da raça faturaram R$ 35,4 milhões, com excelente avanço de 21% sobre o resultado do ano anterior. Esses números constam do Anuário DBO 2015, que acaba de chegar ao mercado.

“2014 foi um ano realmente fantástico para a raça Angus e a pecuária brasileira como um todo. O desempenho dos reprodutores e das fêmeas Angus nos leilões cresceu com muita consistência tanto em termos numéricos como – o que é melhor – em valores dos lotes, o que recompensa os produtores que investem na genética Angus”, ressalta José Roberto Pires Weber, presidente da Associação Brasileira de Angus.

Esses números posicionam o Angus como a raça bovina líder em comercialização excetuando o zebu (origem indiana), representando 66,6% de todos os negócios realizados com as raças taurinas (origem europeia) no ano passado.

Weber destaca a evolução de 19% nos valores dos reprodutores Angus, cujo preço médio em leilão atingiu expressivos R$ 7.951,00 por cabeça.

“O desempenho dos machos é especial porque aponta para o aumento da produção de animais de alta qualidade genética, ideais para participação no Programa Carne Angus Certificada. Aliás, o programa cresceu nada menos do que 32% em 2014, atingindo 330 mil bovinos abatidos”, explica o presidente da Associação Brasileira de Angus.

A raça que é utilizada em rebanhos puros na região sul e no cruzamento industrial no centro-oeste do Brasil também é a escolha numero 1 na venda de sêmen, com 85% do mercado das taurinas. “ANGUS traz ganhos de produtividade e valorização dos animais” reforça Weber.

 

Fonte: Agrolink