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Qual o impacto do uso do volume morto na qualidade da água e na saúde pública?

Por se tratar de uma área mais funda, abaixo do nível de captação, o chamado volume morto (ou reserva “técnica ou estratégica”, como diz o governo) serve de zona de sedimentação dos micropoluentes no ambiente aquático e, também, de alguns metais pesados. Quando remexida, pode impactar não só a qualidade da água, mas a vida dos seres daquele ecossistema.

Estima-se que os gastos da Sabesp tenham aumentado em 40% com tratamento dessa água, comparada à água do volume útil. Em nota enviada à reportagem de EXAME.com, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) afirmou que realiza, periodicamente, análises da qualidade da água dos reservatórios, com o objetivo de avaliar os aspectos ambientais do denominado “volume morto”.

“Essa caracterização é realizada por meio de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Com base nessa análise, verifica-se que a água do reservatório continua apresentando boas condições de qualidade, tanto para proteção da vida aquática quanto captação visando o abastecimento público”, diz o órgão.

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Vanessa Barbosa,

EXAME.com